Marroquino preso em Monsanto acusado de adesão ao Estado Islâmico

Marroquino preso em Monsanto acusado de adesão ao Estado Islâmico
Nuno Tiago Pinto 23 de março de 2018

Abdesselam Tazi foi acusado pelo Ministério Público de oito crimes relacionados com o terrorismo internacional. Em entrevista à SÁBADO disse-se inocente


Adesão a organização terrorista internacional, falsificação com vista ao terrorismo, uso de documento falso com vista ao financiamento do terrorismo, recrutamento para terrorismo e financiamento do terrorismo. De acordo com um comunicado da Procuradoria-Geral da República, são estes os crimes que constam da acusação do Ministério Público deduzida esta sexta-feira contra Abdesselam Tazi, o marroquino preso há um ano no Estabelecimento Prisional de Monsanto e que faria parte da chamada "célula de Aveiro".

Segundo o comunicado enviado às redacções, Abdesselam Tazi terá aderido ao auto-proclamado Estado Islâmico e, uma vez em Portugal, onde obteve o estatuto de exilado político, terá procedido "preferencialmente junto do Centro Português de Refugiados, à radicalização jihadista e ao recrutamento de jovens marroquinos para integrarem essa organização terrorista". Terá tido sucesso uma vez: "um cidadão que foi, depois, detido em França pela tentativa de realização de ataque terrorista naquele país". Trata-se de Hicham El Hanafi, um marroquino que chegou a Portugal no mesmo avião de Abdesselam Tazi, proveniente da Guiné-Bissau e que, como ele, obteve estatuto de exilado político, e que está detido em França desde Novembro de 2016.

De acordo com o Ministério Público, Abdesselam Tazi terá ainda, "através da utilização de cartões de crédito falsos, obtido fundos com o objectivo de financiar actividades relacionadas com o terrorismo e que seriam levadas a cabo por jovens por si radicalizados".

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