Sábado – Pense por si

O risco para a liberdade de expressão vindo da direita radical

Há uma diferença entre insultar e inventar mentiras e, sobre o primeiro caso, eu tenho um curso completo como alvo, como “cavalgadura ignorante”, “historiador de vão de escada”, “comunista”, “senil”, “com Alzheimar”, “que vive do pote” e “nunca trabalhou na vida”. Também sei de onde vêm estes insultos, sei o papel de nomes falsos e bots.

O gabinete assaltado na Assembleia da República

Há várias coisas que tenho a certeza, a primeira das quais é que é impossível fazer um roubo orientado de documentos sem deixar rastro e não é por não haver câmaras de vigilância que esse rastro não existe.

Fluxo de notícias e o mundo

A grande notícia é um bebé, uma pessoa que é a absoluta inocência, algo de raro no mundo actual, uma pessoa sem culpa.

O Estado da Nação sofrível, mas sem esperança

As pessoas estão a ser empurradas para um quotidiano infeliz, pobre de saber, barato mas medíocre, com muita distração sem satisfação, em que uma identidade sem identidade disfarça-se de agressividade para criar fronteiras do ser, que são pouco mais do que papel pintado, buzinadelas, gritos guturais, violência doméstica e machismo nos cafés reais e nos cafés das redes sociais.

Analógico/digital

Tudo empancou e a verificação de segurança de que a prova e a nota são mesmo do aluno X vai acabar no armazém. Tudo isto mostra uma coisa que o deslumbramento tecnológico esconde, com enormes estragos, a de que há certas coisas que são melhores, mais eficazes se feitas de forma analógica e outras de forma digital, e a sabedoria está em perceber essa diferença.

Sócrates, a culpa e a razão

Portugal não tem uma cultura patriótica, não conhece a sua história, não tem valores sobre a sua identidade, despreza a língua portuguesa, e torna-se palco da manipulação sistemática nas redes sociais. Com uma excepção perversa: o futebol.

Meter-se na cama com o Chega

O PSD faz de conta que não sabe que ir para a cama com alienígenas, pequenos monstros verdes, poços de veneno, gente com Ébola, damas envenenadoras como na Renascença, ou com o Chega, é sair de lá irremediavelmente envenenado e com a pele a mudar de cor, e pequenos vermes no cérebro

Analógico/digital

Se for um manual técnico, um livro que beneficie do hipertexto, uma mensagem curta, etc. fazê-lo num meio digital é uma enorme vantagem. Mas para ler em certas idades ou ler ficção ou poesia noutras é mau. O olhar humano tem limitações, precisa de espaço para ver e folhear não é replicável num ecrã.

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