Sábado – Pense por si

Sócrates, a culpa e a razão

Portugal não tem uma cultura patriótica, não conhece a sua história, não tem valores sobre a sua identidade, despreza a língua portuguesa, e torna-se palco da manipulação sistemática nas redes sociais. Com uma excepção perversa: o futebol.

Meter-se na cama com o Chega

O PSD faz de conta que não sabe que ir para a cama com alienígenas, pequenos monstros verdes, poços de veneno, gente com Ébola, damas envenenadoras como na Renascença, ou com o Chega, é sair de lá irremediavelmente envenenado e com a pele a mudar de cor, e pequenos vermes no cérebro

Analógico/digital

Se for um manual técnico, um livro que beneficie do hipertexto, uma mensagem curta, etc. fazê-lo num meio digital é uma enorme vantagem. Mas para ler em certas idades ou ler ficção ou poesia noutras é mau. O olhar humano tem limitações, precisa de espaço para ver e folhear não é replicável num ecrã.

Tudo na greve geral é previsível

Quando se decide fazer uma greve geral contra um “pacote laboral” moribundo, a motivação torna-se mais interior, menos uma luta contra uma legislação que não vai passar e mais uma exibição de força sindical de per se, e isso nos dias de hoje mobiliza menos e isso torna o resultado menos eficaz.

O uso da acusação de antissemitismo para legitimar os crimes de Israel (1)

O que Israel está a fazer, negando qualquer aceitação da solução da ONU dos “dois estados”, é incentivar o terrorismo dos colonos, ilegalmente existentes em território da Autoridade Palestiniana, e assim destruir qualquer possibilidade de se viver em grande parte da faixa de Gaza ou no sul do Líbano, pelo arrasar de aldeias e cidades.

A armadilha de Tucídides

Na noite que passou em Pequim, Trump dedicou-se a explicar que quando Xi falou do declínio da América não era com ele, mas com Biden. Depois voltou aos seus temas favoritos, o salão de baile e uma nova proposta para estragar Washington, um jardim com centenas de estátuas dos” heróis americanos”.

O argumento da "modernidade"

Um dos efeitos dos últimos tempos foi o revelar com maior clareza a colagem do Chega ao regime da ditadura. Já se sabia, mas agora sabe-se melhor, com declarações explícitas como a da “revolução miserável” para o 25 de Abril. (...) Agora perdeu-se a vergonha face a Salazar e Caetano e isso traz mais fragilidade do que força

A política americana é hoje política nacional

O estilo agressivo, malcriado e insultuoso de Trump está em pleno desenvolvimento em Portugal. São todos muito conservadores e depois não sabem falar noutra linguagem daquela que deixaria um genuíno conservador apoplético de fúria muito pouco conservadora. Nas redes sociais o Chega pouco mais produz do que uma série de insultos, muitas vezes com obscenidades sem qualquer debate racional

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