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Suspeito de terrorismo afinal é apátrida

Marrocos revogou a nacionalidade a Abdesselam Tazi. Ser for condenado por financiar e recrutar jihadistas para o Estado Islâmico, Portugal não o poderá expulsar. O julgamento começa na segunda-feira.

Quando Abdesselam Tazi se sentar no banco dos réus, no próximo dia 1 de abril, para ser julgado por oito crimes relacionados com terrorismo o juiz Francisco Henriques vai começar por pedir-lhe que se identifique. Depois de confirmar o seu nome e data de nascimento, aquele que é suspeito de pertencer a uma rede de recrutamento de jihadistas para o autoproclamado Estado Islâmico deverá dizer ao tribunal que, apesar de ter nascido a 1 de janeiro de 1954, em Fez, Marrocos, neste momento é apátrida.

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