Líder do Chega Porto demite-se, alegando "motivos pessoais"

Líder do Chega Porto demite-se, alegando 'motivos pessoais'
Alexandre R. Malhado 27 de janeiro
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Numa mensagem escrita nas redes sociais, diz que abandona as funções "por motivos pessoais". Demissão acontece um dia depois da SÁBADO enviar questões ao seu chefe, César do Paço.

José Lourenço, braço direito do ex-cônsul honorário e financiador do Chega César do Paço, demitiu-se das funções de líder da distrital do Porto. Numa mensagem escrita nas redes sociais, diz que abandona as funções "por motivos pessoais", numa decisão que já tinha tomado em dezembro.

"Saio de consciência tranquila, com o sentido de dever cumprido. Saio, porque já estava assim determinado desde Dezembro do ano passado, com o presidente do partido, André Ventura e com o vice-presidente, Diogo Pacheco de Amorim. Mas o meu sentido de responsabilidade e de dever moral, fez-me ficar até às eleições presidenciais", escreveu Lourenço numa mensagem reservada aos amigos de Facebook, um dia depois da SÁBADO enviar perguntas ao ex-cônsul honorário, que culminou no artigo "O Polémico Financiador do Chega, a sair nesta edição da revista.

Lourenço garante que a sua demissão em nada tem que ver com o mau resultado do Porto, onde o partido obteve 8,42%, com uma distância de 7% do que Ana Gomes. "Desenganem-se os abutres que pensam que o resultado do Porto foi mau. Não o foi. Um distrito hostil para André Ventura e para o Chega, onde a dificuldade de penetração é maior que em qualquer outro ponto do país. Não sendo André Ventura um homem do Porto, tudo fica mais difícil", escreveu. E segundo a última publicação nas redes sociais, o ex-dirigente do Chega está a caminho do Brasil com a mulher.


José Lourenço e César do Paço têm estado sob escrutínio da imprensa no último ano. Foram notícia pela primeira vez em fevereiro de 2020, quando a SÁBADO revelou que José Lourenço e César do Paço arregimentaram pugilista da equipa de boxe do FC Porto e membros dos Superdragões para fazer a caixa de segurança de André Ventura num comício-jantar no Mercado Ferreira Borges.

Mais tarde, pela revista Visão e SIC, descobriu-se que do Paço era financiador do Chega e que, entre 1994 e 2002, foi declarado contumaz após alegadamente fugir a um mandado de captura emitido pelo Tribunal de Portimão, acusado de roubo qualificado com fuga. Do Paço terá roubado o relógio de ouro da namorada e várias jóias, no valor de um milhão e quinhentos mil escudos. 

Esta quinta-feira, dia 28 de janeiro, a SÁBADO revela detalhes sobre os seus conflitos com o Estado português durante os anos de cônsul honorário de Portugal em Palm Coast, assim como os encontros com Assunção Cristas e Paulo Portas enquanto financiador do CDS-PP. 

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