Eleições no Chega do Porto marcadas por acusações de censura

Eleições no Chega do Porto marcadas por acusações de censura
Alexandre R. Malhado 03 de março de 2021

Vídeos anónimos, páginas oficiais do Chega a favorecer uma lista e troca de acusações. A guerrilha pelo trono do Chega Porto está ao rubro.

A corrida para o Chega Porto tem sido, no minímo, turbolenta. Com a demissão de José Lourenço da liderança no dia 27 de janeiro, alegando "motivos pessoais", foram convocadas novas eleições distritais para o dia 6 de março, este sábado — e a campanha tornou-se numa guerra civil. A lista encabeçada por Rui Afonso (que substituiu José Lourenço na liderança do distrito após a demissão) tem sido acusada de censurar as listas concorrentes.

Essas acusações têm circulado num vídeo enviado aos militantes, a que a SÁBADO teve acesso. "Indivíduos sem escrúpulos, infiltrados na distrital do Porto, com interesses e agendas pessoais, dominam tudo o que são páginas oficiais do partido no distrito do Porto, nas redes sociais, limitando e filtrando informação aos militantes. Exemplo disso: banindo e censurando a apresentação de outras listas e candidatos nestas eleições", diz um homem a usar uma máscara dos Anonymous.

Ao que a SÁBADO apurou, junto de membros das três listas que concorrem à liderança do Porto, o caso da página oficial do Chega em Vila Nova de Gaia "é gritante". Sempre que a página oficial da lista Unir o Porto (de Rui Afonso) partilhava alguma coisa nas redes sociais, a concelhia do partido partilhava. Nenhum conteúdo de campanha das restantes listas foi partilhado pela página oficial desta concelhia. 

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