Exclusivo: auditoria desmente Medina e iliba bodes expiatórios

O documento, a que a SÁBADO teve acesso, deixa claro que o gabinete do presidente escapou à implementação do RGPD (falta explicar por quê). Rússia foi informada 27 vezes. Israel e Angola: 9. China e Arábia Saudita: 2. Irão: 1

A "Auditoria Interna aos Processos de Comunicação Prévia/Aviso para a Realização de Manifestações no Município de Lisboa", a que a SÁBADO teve acesso, enumera todas as manifestações na cidade cujos dados dos promotores foram enviados às embaixadas, onde se destaca a da Federação da Rússia: 27 vezes desde 2013.

A última foi a que espoletou o caso em 2021, os protestos: "Solidariedade com Alexei Navalny e apelo à sua libertação imediata".Em 2020, várias manifestações "contra a agressão de Moscovo em relação à soberania da Ucrânia" tiveram também reencaminhamento de dados para a embaixada.

Em 2019, o mesmo aconteceu com a manifestação "contra os métodos anti-democráticos e opressores à liberdade de expressão dos ativistas pelo clima na Rússia". O mesmo em 2018 com o "Protesto contra a prisão ilegal dos cidadãos ucranianos nas prisões russas". Ou em 2015, a manifestação " contra a agressão de Moscovo em relação à Ucrânia e a detenção ilegal da deputada
Nadiya Savchenko".

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