Destaque SÁBADO de 17 de junho de 2021

Os estudantes mais desejados por 38 empresas

Os estudantes mais desejados por 38 empresas
Lucília Galha 17 de junho

As organizações querem candidatos criativos e que desafiem o status quo. Investem cada vez mais nos estagiários porque acreditam que a nova geração pode ajudá-los a reinventar-se. Já pouco importa o curso que se escolhe. Até um engenheiro mecânico pode trabalhar numa consultora.

Carolina Milheiro da Costa, 22 anos, queria ser jornalista, mas não seguiu humanidades porque queria ter "mais portas abertas". A experiência mais próxima que teve da área acabou por ser um estágio de verão na comunicação externa da Vodafone – que fez entre o segundo e o terceiro ano da licenciatura.

Contudo, não se arrepende da escolha de Gestão, na Universidade Católica de Lisboa. Ganhou-lhe o gosto. Fez o curso integralmente em inglês, a chamada licenciatura internacional, já com ideia de trabalhar no estrangeiro – o que veio a acontecer. Terminou em maio de 2020 e a ideia era interromper os estudos para ter uma experiência de trabalho durante um ano.

Mas a pandemia trocou-lhe os planos: "Comecei a ver que era difícil arranjar estágios de verão e, quando faltavam dois dias para terminar o prazo, candidatei-me a mestrado com especialização em Digital Business na Nova SBE [School of Business and Economics]", conta. O gosto pelo digital veio do tal estágio na operadora de telecomunicações – no qual esteve envolvida no processo de lançamento do 5G. Também quando fez Erasmus, em Roma, no último semestre da licenciatura, o foco tinha sido nesta área. Aprendeu a programar, a trabalhar com big data e a fazer estratégias tecnológicas para empresas – competências muito procuradas pelo mercado.

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