Líder do Chega, candidato presidencial, vendeu o BMW e desloca-se a expensas do partido. Acumula €124 mil na conta à ordem.
A declaração do líder do Chega é uma das mais simples,
pelo menos entre os principais políticos portugueses. Ventura não tem sequer
uma casa para declarar, uma vez que aquela em que vive é propriedade da mulher,
Dina Nunes Ventura, com quem é casado por comunhão de adquiridos.
Ventura e a mulher, Dina, num congresso do partido, em CoimbraSérgio Azenh
Em 2020, a SÁBADO já tinha contado a história do casal. Quanto à casa, está num condomínio de luxo com piscina na freguesia do Parque das Nações, em Lisboa. Não é uma casa modesta de "30 metros quadrados", como o político referiu num debate com Mariana Mortágua.
Ventura declarou apenas rendimentos de deputado da Assembleia
da República: €62 714 durante 2024.
Não tem igualmente ações, quotas em empresas, ou sequer carros.
No banco, declarou uma conta à ordem no valor de €124 808. Não tem passivo.
Ao longo dos anos, a SÁBADO tem também revelado a evolução
patrimonial do líder do Chega (por exemplo, neste recente), que não tem muito diferente da atual. Em 2023 vendeu o BMW Série 1 que tinha (hoje desloca-se num carro do partido,
com motorista e seguranças), mesmo no seu tempo livre, como já o referiu em reportagens da SÁBADO.
Esta ausência de custos fixos é uma das razões porque ao longo dos anos foi acumulando dinheiro na conta à ordem, não tendo de momento qualquer tipo de investimento, seja a prazo, seja em produtos financeiros com
maior risco. Em 2018, por exemplo, Ventura tinha poupanças que concentrava num só instrumento sem risco, nem retorno: a conta à ordem. “Não tenho jeito para investimentos, nem para aplicações - essa é a única razão”, disse à SÁBADO antes das Presidenciais de 2020.
Em 2017, quando apresentou a primeira declaração, era sócio
de uma pastelaria em Loures com o sogro. Venderia a participação nesse ano.
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