Na sexta-feira, um outro ataque russo com mísseis e drones causou três mortos e dezenas de feridos em Kiev e nos arredores da capital ucraniana.
Pelo menos uma pessoa morreu e 11 ficaram feridas no sábado à noite perto da capital ucraniana, Kiev, em consequência de um novo ataque com drones atribuído à Rússia, avançou a agência noticiosa France-Presse (AFP).
Na rede social Telegram, o responsável pela administração militar da região de Kiev, Mykola Kalachnyk, escreveu que houve uma nova ofensiva de drones russos em solo ucraniano, causando um morto e 11 feridos (incluindo um menor), dos quais seis foram hospitalizados.
Na sexta-feira, um outro ataque russo com mísseis e drones causou três mortos e dezenas de feridos em Kiev e nos arredores da capital ucraniana.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que este ataque foi feito com 36 mísseis e cerca de 600 drones, que tinham como alvos “infraestruturas energéticas e imóveis civis”.
Os ataques, que começaram na sexta-feira à noite e continuaram na manhã de sábado, deixaram mais de 600.000 pessoas sem energia elétrica, segundo o Ministério da Energia ucraniano.
Os ataques russos com mísseis e drones na Ucrânia ocorrem num momento em que se tenta negociar o fim do conflito, com a visita na próxima semana a Moscovo de Steve Witkoff, o enviado especial do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao mesmo tempo que se espera em Kiev, por Dran Driscoll, também enviado pela Casa Branca.
Já hoje, na Florida, nos Estados Unidos, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, e o genro de Donald Trump, Jared Kushner, reúnem-se com representantes ucranianos para discutir o plano para pôr fim à guerra na Ucrânia.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, confirmou no sábado a chegada aos Estados Unidos da delegação, liderada pelo secretário do Conselho para a Segurança da Ucrânia, Rustem Umerov.
Também no sábado, Zelensky afirmou que considera “viável” alcançar “nos próximos dias” um acordo para um “fim digno” da guerra com a Rússia.
“Os norte-americanos estão a mostrar uma abordagem construtiva e é possível que nos próximos dias sejam concretizados os passos para determinar como pôr um fim digno à guerra” afirmou Zelensky, no seu habitual discurso ao fim de cada dia.
A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.
Os aliados de Kiev também têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.
A ofensiva militar russa no território ucraniano mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
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