Sábado – Pense por si

Leonor Caldeira
Leonor Caldeira Advogada

Jurista, feminista e ecologista. Acredita que o Direito e os Tribunais são ferramentas capazes de provocar progresso social e ecológico e que a advocacia pode (e deve) dar um grande contributo nessa tarefa. Depois de trabalhar numa sociedade de advogados em Lisboa e numa ONG de direito do ambiente em Bruxelas, dedica-se agora à prática da advocacia de forma independente em Portugal. Em 2022, recebeu o Prémio Mandela da Associação ProPública — Direito e Cidadania.

No país emerso

Fronteira do Medo

Com a sua profundidade e densidade, aproxima o jornalismo da sociologia, história, direito e economia, porque nos convida a analisar a atuação dos agentes policiais em bairros guetizados para lá do caso concreto.

No país emerso

Odair Moniz e o sistema da régua invisível

O sentimento de confusão e de revolta que o caso Odair Moniz produziu decorre, em parte, de uma perceção correta de que o sistema punitivo não tem régua visível, ou tem várias réguas diferentes, aplicadas a pessoas diferentes, com critérios que ninguém explicou publicamente e que ninguém está em posição de verificar.

No país emerso

Feminista que perrea me confesso

Significa isto que devemos pautar toda e cada uma das nossas ações por essa rejeição do machismo? Só ir a concertos de música com letras expressamente feministas? Não ler nem ver cinema com cenas em que mulheres são violadas, agredidas ou destratadas? Esse nunca foi o meu feminismo.

No país emerso

Hora de arregaçar as mangas quanto a Israel

Na segunda-feira passada, as forças armadas israelitas intercetaram, em águas internacionais, 28 embarcações da flotilha Global Sumud que seguia para Gaza com ajuda humanitária. Entre os detidos estão dois médicos portugueses, Beatriz Bartilotti e Gonçalo Reis Dias, do Porto. O ministro da Segurança Nacional israelita, Itamar Ben-Gvir - persona non grata em vários países europeus, defensor da pena de morte em Israel só para palestinianos e da anexação da Cisjordânia.

No país emerso

Árbitros em vez de juízes?

O PCP defende (e bem) que não é tolerável que um cidadão que se atrase uns dias no pagamento de uma prestação do IMI seja implacavelmente executado pela Autoridade Tributária, enquanto devedores de milhões, frequentemente empresas, sejam convidados para uma arbitragem à porta fechada.

No país emerso

"Sê tua amiga"

A militância da minha avó pela água era de tal ordem que me recordo, quando entrei para a primária, em 1999, de a ouvir defender que a roda dos alimentos deveria ter a água no centro, fundamentada com ótimos argumentos para a minha cabeça de criança de 6 anos.

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