O que a PJ levou da casa (e do gabinete) de Margarida Martins

O que a PJ levou da casa (e do gabinete) de Margarida Martins
Marco Alves 05 de novembro

Inspetores ficaram com emails, discos externos, ficheiros, registos dos fundos de maneio e dos carros de serviço. E ainda contratos de espaços verdes, obras e assessorias jurídicas e de comunicação.

Quando os inspetores da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Política Judiciária (PJ) entraram na quarta-feira, 27 de outubro, na junta de freguesia de Arroios, em Lisboa, tinham bem definidos os seus alvos, e eram tantos que entraram às 10 da manhã e apenas saíram às 18h40. O auto de busca e apreensão foi executado por uma equipa de oito elementos da PJ: um chefe, quatro inspetores, uma especialista em Perícia Financeira e Contabilística e dois em Perícia Tecnológica Informática.

Tal como aconteceu na casa de Margarida Martins, junto à Praça das Águas Livres (onde estiveram cinco inspetores, que saíram às 12h40), um dos objetivos era apreender telemóveis, ficheiros e computadores. Na junta de freguesia, a polícia ficou com o backup da caixa de correio que pertencia a Margarida Martins (correspondente ao endereço margaridamartins.presidente@jfarroios.pt).

Quando foi questionada pela SÁBADO a propósito do artigo de 23 de setembro, Margarida Martins forneceu outro email para enviar as respostas, semelhante, mas de uma conta Gmail, o que indicia que a autarca tratava de assuntos da freguesia através de dois endereços de correio eletrónico: um oficial e um pessoal. A informação contida neste email pessoal foi também apreendida pela PJ na busca em sua casa. No seu gabinete na junta (que desocupou este mês) foram aprendidos do servidor do computador várias pastas de documentos.

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