Sábado – Pense por si

João Pereira Coutinho
João Pereira Coutinho Politólogo, escritor

Regresso ao futuro

Imaginemos que Zelensky, entre a espada e a parede, aceitava ceder os territórios a troco de uma ilusão de segurança. Alguém acredita que a Rússia, depois de recompor o seu exército, ficaria saciada com a parcela da Ucrânia que lhe foi servida de bandeja?

Mundos perigosos

Isarel só continuará a ser uma democracia e um Estado judaico se os palestinianos tiverem a sua própria casa.

Jovens são os trapos

As nossas sociedades estão mais envelhecidas. Em 1950, 5% da população mundial tinha 65 anos ou mais. Em 2021, o número duplicou. Em 2050, mais do que triplicará. Ao mesmo tempo, a taxa de fertilidade (e de natalidade) diminuirá drasticamente.

Loucuras de Verão

Até porque os primeiros impulsos enganam. Que o diga o New York Times, obrigado a fazer uma correcção à foto de uma criança subnutrida nos braços da sua mãe. O nome é Mohammed Zakaria al-Mutawaq e, segundo a errata do jornal, nasceu com problemas neurológicos e musculares.

Grandes males, grandes remédios

Uma coisa é certa: só Mário Centeno pode salvar a direita dela própria, agora que tem os dias livres para também "ponderar" uma candidatura.

Menus de degustação

Trump também era amigo de Jeffrey Epstein – e, segundo o Wall Street Journal, esse conhecido jornal socialista, até lhe enviava cartões de aniversário com desenhos eróticos e linguagem apimentada.

Assaltos fundamentais

Nunca fui um sentimental dos PALOP, um arranjo diplomático que, não raras vezes, serviu para polir a imagem de regimes cruéis e autoritários. Coisa diferente são os povos desses países.

Avisos vermelhos

Putin tem avançado no bombardeamento intensivo da Ucrânia, para "desilusão" de Trump, que esperava dele um maior apetite pela paz. Na cabeça do Donald, a suspensão da ajuda militar à Ucrânia seria um incentivo para que Moscovo se sentasse à mesa com Kyiv. Curiosamente, não lhe ocorreu que o incentivo podia ser outro.

Não usa, enferruja

Pergunto aos bravos do pelotão que caminho devia ter a NATO e a Europa seguido. Recusar os 5%? Anunciar, alto e bom som, que a protecção militar americana já não é bem-vinda? Condenar Moscovo e aproveitar o embalo para substituir a ajuda militar de Washington com equipamento e até soldados europeus?

Os meus sentimentos

Se eu me sinto “ofendido” com as piadas de um humorista, isso justifica o seu cancelamento – ou, melhor ainda, a sua punição em tribunal. E quem ousa contestar a honestidade dos meus sentimentos?

Histórias de violência

O fascismo anda por aí à solta? Lamento, mas não dou para esse peditório. Existe uma diferença entre casos de política e casos de polícia. Convém não os misturar.

Estados de alma

A náusea é figadal, como se as virtudes de António José Seguro só amplificassem a deformação ética dos seus inimigos. Ao não ser como eles, rasteiro e mendaz, Seguro é uma ameaça para a política sórdida em que o Rato se especializou desde 2015.

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