Sábado – Pense por si

João Pereira Coutinho
João Pereira Coutinho Politólogo, escritor

Aberrações de circo

Quando Trump pediu clemência para Balogun antes do jogo com a Bélgica, limitou-se a repetir uma prática antiga. Mas enquanto os seus antecessores manobravam na sombra, Trump exibiu o abuso às claras

A guerra continua

Os avisos americanos são sérios e devem ser levados a sério. Para que a Europa não acorde amanhã como acordou naquela madrugada de 2022: pasmada e perdida.

Temor e tremor

Uma democracia, por definição, precisa de cidadãos autónomos capazes de se autogovernarem. A cultura do medo corrói estas virtudes democráticas até só restar um rebanho temente e obediente, o sonho húmido de qualquer tirano.

Somos todos americanos

As democracias liberais em que vivemos são americanas na origem. O que hoje nos parece incontornável e banal - a separação de poderes, a protecção de direitos individuais contra o arbítrio do Estado, a liberdade de expressão, a legitimidade do poder assente no consentimento dos governados - foi forjado em 1776 e nos anos que se seguiram

Ilusões perdidas

Durante semanas, a esquerda portuguesa acreditou que o Chega seria o parceiro da AD para “atraiçoar” os trabalhadores, aprovando a reforma laboral.

Manicómios

Nada disto durará se Ronaldo, no Mundial, regressar aos golos. Aqueles que o crucificaram com fúria serão os mesmos a erguer-lhe um altar

A descivilização ocidental

Em França, a destruição sazonal já faz parte do calendário. E, como lembrava o nosso Eça, de França tudo nos chega pelo paquete – como, aliás, tem chegado: dos cocktails Molotov nas marchas contra o aborto aos pirómanos de rosto coberto junto à escadaria do Parlamento, vai crescendo por cá um certo gosto por estes passatempos, usualmente com o carimbo da extrema-esquerda.

Abusos de confiança

Difícil de aceitar é ter António José Seguro como tutor do Governo e chefe da Oposição – duas tarefas para as quais não foi eleito. E que serão lembradas por uma parte do seu eleitorado nas próximas presidenciais.

Diário brasileiro (2)

Desde que Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, foi apanhado a pedir dinheiro ao alegado criminoso Daniel Vorcaro, cortei no sono e nas refeições só para acompanhar a telenovela em permanência.

Diário brasileiro

Rostos novos, capazes de libertar a esquerda e a direita brasileiras do feitiço lulista ou bolsonarista, não se vêem no horizonte.

As armas e os varões

[Em Projecto Global], as personagens têm a profundidade emocional de um pneu, com duas excepções: Rosa e Jaime. Com muito pouco, Jani Zhao e Rodrigo Tomás fazem muito. Um brinde aos actores.

Burradas e burratas

Moral da história? A liberdade não tem preço, mas teve um custo: um País politicamente aberto e economicamente travado. Uma inteligência adulta aceita as duas ideias. Cabeças estreitas escolhem a que mais lhes convém.

A Newsletter Na Revista no seu e-mail
Conheça em primeira mão os destaques da revista que irá sair em banca. (Enviada semanalmente)