Eduardo Dâmaso
Eduardo Dâmaso Director

Sou jornalista desde 1981 e assumi o cargo de director da revista Sábado em abril de 2017. Até aqui, exerci cargos de direcção no Correio da Manhã, Diário de Notícias e Público. Trabalhei ainda no Expresso e nas agências noticiosas Anop e Lusa, mas antes de tudo isso comecei a carreira no jornal regional "O Setubalense", passei pela Rádio Universidade de Coimbra. Também andei pelas televisões a comentar temas de política e justiça. Escrevi um livro de investigação jornalística intitulado "A Invasão Spinolista", que foi distinguido em 1996 com o prémio de reportagem Ler/Círculo de Leitores.  Depois também escrevi o "Portugal, que Futuro", com Henrique Medina Carreira, em 2009, e dez anos depois, em 2019, publiquei o livro ‘Corrupção – Breve História de um Crime que Nunca Existiu’.

Uma das investigações jornalísticas que fiz nos anos 90, levando à demissão de um vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, originou um célebre acórdão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos – ‘Campos Dâmaso contra Portugal’ – que fixou jurisprudência em matéria de prevalência do interesse público sobre o segredo de justiça e a reputação de terceiros.

 

08.12.2021

O passageiro do vírus da arrogância

Eduardo Cabrita transformou-se no passageiro do vírus da arrogância, que pode ser fatal a um PS em plena campanha. A um PS que já foi, em parte, amassado nas autárquicas por uma soberba do mesmo género.

01.12.2021

O combate pelo centro político

Rui Rio tem agora todas as condições de legitimidade política para construir a sua estratégia e narrativa eleitoral. Saiu reforçado da luta pela liderança, tem um objetivo pragmático com o posicionamento do partido ao centro.

25.11.2021

Futebol SA e teorema Al Capone

Os processos conduzidos pelo procurador Rosário Teixeira e pelo inspetor tributário Paulo Silva abrem a porta do mundo espantoso dos facilitadores e das comissões milionárias do futebol.

18.11.2021

O pântano italiano

O que se abre aqui, neste jogo das alianças pós-eleitorais possíveis, é tão só a velha porta do pântano italiano. Foi também em nome da estabilidade, da governabilidade e, claro, do fantasma anticomunista, que Itália foi governada meio século por coligações de democratas-cristãos, socialistas, liberais e republicanos.

11.11.2021

Novos casos, velha corrupção

Nestes 30 anos, os processos não têm parado. Há corrupção nos militares, nos hospitais, nos tribunais, na segurança social, fundos comunitários, transportes, ambiente. Há corrupção nas rendas do Estado e nas barragens. E isso, não tenhamos ilusões, não vai parar. Os casos serão sempre novos, mas a corrupção já muito velha.

10.11.2021

Rui Rio suspende a democracia

Com esta retirada voluntária da discussão interna, Rui Rio está a promover a opacidade e a perder uma oportunidade privilegiada de meter uma discussão política saudável na casa dos portugueses.

04.11.2021

Onde está a alternativa a Costa?

Esquerda e direita estão, afinal, a dar a Costa o fôlego de que necessitava como pão para a boca. O líder do PS sabe bem que o seu governo está desgastadíssimo e que não resistiria mais um ano e meio. Chegaria exausto às eleições de 2023.

27.10.2021

O triunfo do Chega

Vamos ter um País enredado numa paralisia política com efeitos económicos sérios, que vai atrasar a recuperação pós-Covid. Com eleições antecipadas, a economia sofrerá os impactos negativos de ver a bazuca financeira europeia a deslizar para o segundo semestre do ano que vem.

21.10.2021

A crise séria que nos espera

A verdadeira crise que enfrentamos é a tempestade perfeita que se desenha no mercado da energia e o impacto que está a ter na economia global. Perante ela, uma crise política é uma irresponsabilidade.

14.10.2021

Pandora ou o Exército Nacional de Idiotas

O Exército Nacional de Idiotas é toda a classe média, de países como o nosso, que paga proporcionalmente a maior fatura da carga fiscal porque os Rendeiros, os Canas, os Pinhos e os Sarmentos deste mundo potenciam vantagens nos paraísos fiscais.

07.10.2021

A justiça de Rendeiro

A posição da defesa de João Rendeiro é ridícula, a do próprio é quixotescamente interessada, a dos tribunais é uma paródia e a do Governo, empurrando para estes o ónus da fuga do ex-banqueiro, é uma vergonha sem nome.

30.09.2021

A nova estrela da direita

Costa e o Governo não saem destas eleições feridos na legitimidade para governar, mas receberam um banho de humildade para lavar uma arrogância insuportável, que os obriga, daqui para a frente, a regressar ao diálogo democrático e aos consensos.

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