Eduardo Dâmaso
Eduardo Dâmaso

Sou jornalista desde 1981 e assumi o cargo de director da revista Sábado em abril de 2017. Até aqui, exerci cargos de direcção no Correio da Manhã, Diário de Notícias e Público. Trabalhei ainda no Expresso e nas agências noticiosas Anop e Lusa, mas antes de tudo isso comecei a carreira no jornal regional "O Setubalense", passei pela Rádio Universidade de Coimbra. Também andei pelas televisões a comentar temas de política e justiça. Escrevi um livro de investigação jornalística intitulado "A Invasão Spinolista", que foi distinguido em 1996 com o prémio de reportagem Ler/Círculo de Leitores.  Depois também escrevi o "Portugal, que Futuro", com Henrique Medina Carreira, em 2009, e dez anos depois, em 2019, publiquei o livro ‘Corrupção – Breve História de um Crime que Nunca Existiu’.

Uma das investigações jornalísticas que fiz nos anos 90, levando à demissão de um vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, originou um célebre acórdão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos – ‘Campos Dâmaso contra Portugal’ – que fixou jurisprudência em matéria de prevalência do interesse público sobre o segredo de justiça e a reputação de terceiros.

 

27.06.2022

Demita-se a ministra da Saúde

A pandemia trouxe a ideia de que o Serviço Nacional de Saúde e um robusto Estado Social são hoje mais decisivos que nunca para combater os excessos de uma globalização selvagem e de riscos sanitários emergentes.

20.06.2022

A história de um gangster

Podemos querer que a guerra acabe para podermos voltar calmamente à nossa vida. Mas nunca poderemos dizer que não nos avisaram sobre quem é Putin e como pode infernizar a nossa vida ainda mais, se não for travado agora, na Ucrânia.

13.06.2022

O jubileu de Cavaco...

Isabel II salvou a família real do colapso devido aos sucessivos escândalos mas, quanto ao mais, não mexeu uma palha contra o agravamento da estratificação social e económica, a favor da igualdade.

06.06.2022

O direito a matar é constitucional?

Trump, na sua visão de cowboy das relações humanas, deixa claro o sentimento dessa parte da América que luta pelo poder de ter armas, transformado em direito a matar, devido ao uso indiscriminado destas, mesmo ao fim de 212 massacres em apenas um ano.

30.05.2022

O PSD quer saber da bazuca?

Na mesma semana em que decorre mais uma avaliação da OCDE a Portugal, através do Grupo de Estados Contra a Corrupção (GRECO), o Ministério Público e a PJ lançaram mais uma grande operação de combate ao desvio de fundos comunitários. Não da bazuca mas de outros fundos.

23.05.2022

Os equívocos de Rendeiro

Rendeiro morreu de forma trágica, que deve ser profundamente lamentada, e que culminou uma sucessão de equívocos em toda a sua vida. Enganou-se sobre o poder que tinha. Depois, enganou-se sobre os amigos que julgava ter cultivado, no tempo em que tinha fortuna e poder

16.05.2022

A guerra e a impunidade

Quanto mais se legisla, menos claros e eficazes são os instrumentos e os objetivos eleitos. Quando demasiada coisa falha, é indispensável ouvir a prolixa palavra presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa. E em algumas destas matérias isso não está a acontecer.

02.05.2022

A circunstância do homem

O PCP poderia agarrar-se a argumentos que consubstanciem uma luta pela decência e pelo direito nas relações entre os povos e não a uma arenga pacifista cínica, que pressupõe a estupidez coletiva.

22.04.2022

Uma mulher contra a máfia

A câmara fotográfica de Letizia Battaglia mostrou a pobreza siciliana e toda a espiral de violência das primeiras guerras da máfia. Crimes cuja publicação não passaria hoje no crivo da multidão de especialistas e professores de jornalismo que por aí andam.

18.04.2022

O megafone do capitão Maia

Saibamos honrar a memória de Salgueiro Maia e reparar a ignomínia do que sofreu em democracia, quando um governo e um Presidente da República o tentaram meter na arrecadação da história, valorizando mais o direito de um pide a uma pensão do que o herói mais puro de Abril.

11.04.2022

As bicicletas de Bucha

Vêm-se cadáveres na estrada, junto a casas esburacadas, com toda uma vida embalada em malas, mochilas ou sacos caídos no momento final de uma bala a encontrar o seu alvo, testemunhas de um trânsito inocente em fuga das bombas de Putin.

04.04.2022

A nova velha maioria

O tempo político mudou em poucas semanas e António Costa percebeu isso ao fazer um governo mais assente no partido e menos em independentes, com tudo o que implica: mais lealdade, menos solistas, mais coesão, maior peso do chefe, mais previsibilidade na decisão e nos comportamentos.

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