Nomeações

Os boys que o PS colocou na máquina da Segurança Social

Os boys que o PS colocou na máquina da Segurança Social
Maria Henrique Espada 15 de fevereiro

O Governo varreu, sem exceção, todos os diretores distritais que encontrou em funções. Trocou-os, a bem ou a mal, por próximos do PS. Só uma coisa ainda não mudou aqui: não se abdica do domínio do aparelho. Retrato à lupa da vassourada.

Natividade Coelho, diretora regional da Segurança Social (SS) em Setúbal, demitiu-se após ter sido noticiado pela SIC que 126 elementos daquela estrutura teriam sido indevidamente vacinados contra a Covid-19. Várias notícias estabeleciam a ligação de Natividade ao PS, partido de que é militante.

Em agosto, quando o lar de Reguengos dominava o noticiário sobre Covid-19 por causa do número de mortes, percebeu-se que a tutela da Segurança Social regional, em Évora, estava também sob o comando de um socialista, José Ramalho.

Em todas as etapas da pandemia, sempre que havia referência a elementos da SS, surgia a ligação partidária ao PS. Não é coincidência: desde 2015, ou seja, desde que o PS assumiu o poder, dos anteriores dirigentes (de resto, todos nomeados pelo anterior governo também com critérios partidários) nenhum sobreviveu no posto.

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