Investigação

Nomeações e boys: É só um gabinete? Não, é um trampolim para melhor

Nomeações e boys: É só um gabinete? Não, é um trampolim para melhor
Maria Henrique Espada 29 de abril de 2021

Cinco anos de gabinetes (e 27 de idade): salto para a embaixada em Washington. Dois anos de gabinete: salto para a direção do IPDJ. Quando trabalhar no Governo é meio caminho para chegar a cargos no Estado.

No dia 19 de abril, foi publicada em Diário da República a nomeação de Tiago Preguiça, assessor no gabinete do primeiro-ministro, de 34 anos, para diretor-geral da Segurança Social, ficando à frente de uma das mais importantes estruturas da administração pública portuguesa. Foi uma ascensão rápida. "Devo dizer que fiquei surpreendido, lembro-me de o ver na ‘bolha’ da JS que rodeava José Sócrates na campanha das legislativas de 2011, um puto da jota como outro qualquer", recorda quem acompanhou essa campanha no terreno. O percurso de Tiago Preguiça começou a diferenciar-se a partir do momento em que foi nomeado, primeiro técnico especialista (em 2015), depois adjunto e chefe de gabinete, do ministro do Trabalho e Segurança Social José António Vieira da Silva, apesar de a sua formação ser em Estudos Europeus. Transitou para São Bento, para o gabinete de António Costa. E, daí, em regime de substituição (sem concurso público) para a administração pública. A nomeação, que a SÁBADO noticiou a semana passada, foi criticada pelo PSD.

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