O boy do PS que geriu no terreno a vacinação de lares em Lisboa

O boy do PS que geriu no terreno a vacinação de lares em Lisboa
Marco Alves 17 de fevereiro

Nuno Delicado (PS-Setúbal) é enfermeiro e foi vacinado indevidamente no seu hospital devido a um alegado lapso de memória sobre a data em que contraiu covid-19. Caso das sobras custou o cargo ao vereador Carlos Manuel Castro

Foi "um lapso". A expressão consta de documentação interna do Hospital de São José, a que a SÁBADO teve acesso. Nuno Delicado, enfermeiro naquela unidade hospitalar de Lisboa, teve covid-19 e ficou recuperado no final de outubro, mas em dezembro já estava a ser vacinado. Não podia, porque a DGS determinava que tinha de haver um intervalo de pelo menos três meses uma vez que essas pessoas (estando recuperadas) estão imunologicamente protegidas pelo menos durante esse período, e como tal a vacina deve ser canalizada para quem não teve a doença antes - a ideia é de gestão ética e inteligente de um bem precioso (uma vacina, em dezembro de 2020).

As indicações da DGS eram claras e sabidas pelos staffs hospitalares: "Enquanto o número de vacinas for muito limitado, as pessoas que tiveram COVID-19 no passado não serão priorizadas."

Assim, Nuno Delicado, de 34 anos, teria sido impedido de ser vacinado, mas tal não aconteceu porque ter-se-á enganado a preencher o questionário de vacinação interna do Hospital de São José, inserindo uma data de infeção/recuperação mais antiga. Só que havia publicações suas no Facebook que o contradiziam (esses posts, referidos por várias fontes à SÁBADO, já não existem – terão sido apagados).

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