Maria do Rosário Palma Ramalho fez esta quarta-feira um balanço sobre a adesão à greve geral. Garante que o setor público é o mais afetado, nomeadamente na área da educação e dos transportes.
A ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, fez esta quarta-feira um balanço da adesão à greve geral. Em conferência de imprensa revelou que a "esmagadora maioria dos trabalhadores portugueses está nos seus locais de trabalho" e que "outros propuseram trabalhar em regime de teletrabalho".
Maria do Rosário Palma Ramalho, ministra do TrabalhoLusa
Segundo Maria do Rosário Palma Ramalho, "no setor privado, a adesão à greve de hoje é absolutamente residual". "Em algumas áreas é até mesmo nula. (...) O País está a trabalhar."
Nos hospitais privados, por exemplo, garante que "não há perturbação". "O funcionamento é normal." No setor dos transportes, grandes superfícies e comércio afirma que "as portas estão abertas". "Não houve qualquer perturbação no atendimento de grandes superfícies nem na logística do transporte de bens de mercadorias".
Já no setor do turismo, segundo dados da Confederação do Turismo de Portugal citados pela governante, "não há qualquer perturbação na hotelaria nem nas agências de viagens". Já na TAP "há efeitos indiretos, mas não na operação".
Na banca, "o Governo falou com a Caixa Geral de Depósitos e com os principais bancos privados e todas as agências estão abertas e os serviços centrais estão a funcionar." Enquanto isso, nas telecomunicações, "os dados que temos são da MEO. Temos 1,2% de adesão", admite.
No setor industrial, "todas as fábricas estão a trabalhar", segundo a ministra do Trabalho que cita dados da CIP (Confederação Empresarial de Portugal). Na agricultura, afirma que "a greve não teve qualquer expressão e que mesmo no setor das grandes empresas agrícolas o funcionamento é normal". Na construção, diz que também "não houve qualquer efeito".
Maria do Rosário Palma Ramalho não deixa, no entanto, de admitir que é no setor público que se regista uma "maior adesão", como "se sucedeu na greve de dezembro". "No setor público os serviços estão genericamente a responder ou em pleno ou em alguns setores, com destaque para os transportes e para a saúde, através dos serviços mínimos que foram decretados."
A ministra destacou o setor da educação como a maior "preocupação para os pais, sobretudo para os pais dos alunos que hoje tinham uma prova de avaliação de português". "Em geral há 38% a 45% de escolas encerradas."
Nos transportes, "a adesão [ainda] é maior". "Há um conjunto de meios de transporte que tiveram supressões. Em todo o caso, os serviços mínimos estão a ser assegurados e em alguns casos tem havido transporte muito além do previsto nos próprios serviços mínimos."
Sobre os hospitais, admite apenas que "há algumas perturbações".
Na Segurança Social, "o Instituto de Emprego e Formação Profissional está a funcionar a 100%. Teve uma adesão de 3% dos trabalhadores." E recorda que "há umas horas havia três lojas do cidadão encerradas".
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.