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Família de vítima do Elevador da Glória pede 1 milhão de euros à Carris

Ação já entrou no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa

A família de uma mulher que morreu no acidente do Elevador da Glória, em setembro do ano passado, apresentou uma ação no Tribunal Administrativo de Círculo de Lisboa a exigir uma indemnização de pouco mais de 1 milhão de euros à Carris, à seguradora Fidelidade e à empresa que assegurava a manutenção daquele equipamento, avança esta quarta-feira o jornal .

Acidente no elevador da Glória, Lisboa, fez 16 vítimas mortais
Acidente no elevador da Glória, Lisboa, fez 16 vítimas mortais Sérgio Lemos/MediaLivre

Segundo aquela publicação, o marido e a filha de Ana Paula, de 49 anos, que trabalhava na Santa Casa de Lisboa, pedem para ser compensados pela perda da vida da familiar, pelos danos morais e pelos salários que a família deixou de receber devido à morte prematura da mulher.

Recorde-se que o descarrilamento do Elevador da Glória, a 3 de setembro do ano passado, causou 16 vítimas mortais e 22 feridos. Na última sexta-feira a Polícia Judiciária de Lisboa realizou buscas domiciliárias a responsáveis da Carris e da empresa de manutenção do Elevador da Glória relacionadas com a investigação em torno do acidente. Tratou-se de uma diligência para recolha de provas, liderada pelo procurador Joaquim Morgado, responsável pelo processo crime que decorre no DIAP de Lisboa, e que envolveu cerca de duas dezenas de inspetores.

As  intercalar do GPIAAF (o gabinete que investiga acidentes ferroviários) apontam para um cabo de tração diferente ao previsto, e pelo menos parcialmente não conforme com as especificações; roturas progressivas dos pequenos cabos que formam o cabo de tração; e falta de controlo da manutenção.  

O cabo que unia as duas cabinas do elevador da Glória e que cedeu no seu ponto de fixação da carruagem que descarrilou não respeitava as especificações da Carris, nem estava certificado para uso em transporte de pessoas.

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