A empresa MNTC reage pela primeira vez ao descarrilamento do elevador da Glória. “Qualquer conclusão nesta fase seria prematura”, diz advogado.
Quatro dias após o descarrilamento do elevador da Glória, que provocou 16 mortos e 22 feridos, dos quais cinco graves, a MNTC – Serviços Técnicos de Engenharia, Lda., responsável pela manutenção dos ascensores em Lisboa, reagiu pela primeira vez.
Empresa colabora com autoridades após acidente no elevador da GlóriaTIAGO PETINGA/LUSA
“Este é um momento de grande dor e consternação, pelo que a MNTC – Serviços Técnicos de Engenharia, Lda. se encontra, desde o primeiro momento, a colaborar com as autoridades, para que as causas do acidente sejam rapidamente determinadas e assim dar também uma resposta às famílias das vítimas, às quais expresso as mais sentidas condolências”, frisou à SÁBADO o advogado Ricardo Serrano Vieira, em representação da MNTC.
Estas declarações exclusivas surgem após a divulgação da nota informativa do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) - e após diversas tentativas de contacto de jornalistas, sem sucesso. O GPIAAF concluiu que o cabo que unia as duas cabinas do elevador da Glória “cedeu no seu ponto de fixação” da carruagem que descarrilou. E mencionou que a inspeção visual feita pela MNTC na manhã do acidente não bastaria para detetar qualquer anomalia: “A zona onde o cabo se separou não é passível de visualização sem desmontagem.”
A MNTC considera que “qualquer conclusão nesta fase seria prematura”. “Aquilo que podemos confirmar é que o Elevador da Glória foi alvo de uma inspeção na manhã de quarta-feira, tendo nessa ocasião sido considerado em condições adequadas de funcionamento”, frisa Serrano Vieira.
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