Mariana Leitão, partilhou com os jornalistas uma resposta do Governo a um requerimento enviado em julho com o título "Microdados anonimizados sobre posição, organismo e remunerações de trabalhadores da administração pública".
A Iniciativa Liberal (IL) acusou este domingo o Governo de não ter informação sobre o universo de funcionários públicos em Portugal e exigiu urgência nesse levantamento para que não se façam políticas públicas "em cima da estratosfera".
PAULO CUNHA/LUSA
Na Póvoa de Varzim, no distrito do Porto, antes de iniciar uma caminhada com núcleos da região, a líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, partilhou com os jornalistas uma resposta do Governo a um requerimento enviado em julho com o título "Microdados anonimizados sobre posição, organismo e remunerações de trabalhadores da administração pública".
Nessa pergunta ao executivo de Luís Montenegro, a IL pedia respostas sobre número de funcionários públicos, funções e locais onde estão alocados.
Na resposta datada de quinta-feira [04 de setembro] lê-se: "Na presente data, ainda não é exequível assegurar a devida resposta, pela dispersão de sistemas de Recurso Humanos existentes na Administração Pública".
Para Mariana Leitão esta é uma resposta "preocupante" porque revela, disse hoje a líder da IL, que "o Governo não faz ideia, à semelhança de outras áreas, dos funcionários públicos que tem, onde é que os tem alocados, que funções é que desempenham".
"Tal como não sabe isto, o Estado não sabe quantos imóveis é que tem. O Estado não sabe quantos alunos não têm professor. Há certamente aqui um enorme problema que tem de ser resolvido e que implica necessariamente, como temos dito reiteradas vezes, que uma profunda reforma da administração pública", referiu.
Questionada sobre que passos dará agora a IL sobre esta matéria, Mariana Leitão defendeu que "o Governo consiga dar essas respostas" e vai "insistir nesse sentido".
"É urgente porque só assim é que se conseguirá ter a informação suficiente para se tomarem decisões políticas. Porque sem essa informação, sem os dados concretos, sem nós sabermos a realidade do país, as políticas públicas que se estão a desenvolver podem simplesmente estar completamente erradas face à realidade. Como nós não conhecemos a realidade, andamos a trabalhar em cima da estratosfera e nós precisamos trabalhar sobre coisas concretas", concluiu.
Na resposta do Governo partilhada pela IL lê-se ainda: "Estamos, todavia, a trabalhar em duas vias para conseguirmos agregar informação relativa aos Recursos Humanos na Administração Pública. Por um lado, pelo desenvolvimento evolutivo do Sistema de Informação da Organização do Estado (SIOE) e por outro, através da intenção de implementação de uma plataforma única de Gestão de Recursos Humanos para a Administração Pública, conforme consta do Programa do XXV Governo".
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