Estudos

Os números negros do sistema de ensino à distância

Os números negros do sistema de ensino à distância
Raquel Lito 30 de janeiro

Com o encerramento das escolas voltam as aulas online – e as falhas. Académicos avançam novas estatísticas à SÁBADO sobre os impactos para professores e alunos.

A escola digital está de volta  – prevê-se que a 8 de fevereiro, após a suspensão das aulas presenciais pela pandemia –, e com ela paira uma nuvem negra de números. Vejamos novos: 80% dos professores portugueses do ensino pré-escolar ao secundário indicam como principal desvantagem a falta de interação com os alunos; e 61% não adquiriram formação específica para darem aulas neste modelo. Pioram a transmissão e o acompanhamento dos conteúdos escolares (47%), os problemas em conciliar as aulas à distância com outros trabalhos docentes (33,9%); e a gestão da vida familiar (18,2%).

Os alunos reportam-lhes dados preocupantes, sejam nas dificuldades de acesso aos computadores e tablets (183 respostas); no manuseamento de aplicativos e plataformas (153); na compreensão dos conteúdos (103) e nos níveis de motivação (93). Ainda que residual, há batota de pais e encarregados de educação quando fazem os trabalhos dos miúdos porque subestimam as suas capacidades, segundo um inquirido (representante de um grupo de professores de uma escola).

Por parte da amostra, 1.857 professores com turmas dos 5 aos 18 anos, o sistema implementado à pressa pela crise sanitária evidencia falhas. E muitas. Por isso, as informações acima descritas, dados preliminares do inquérito online realizado pelo Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da Universidade Nova, e que a SÁBADO publica em primeira mão, serão remetidos aos participantes – 33 agrupamentos de escolas de nove municípios de Norte a Sul do País.

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