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A vida privada de D. Pedro IV, rei e imperador

Vanda Marques
Vanda Marques 01 de setembro de 2022 às 07:00

Era hiperativo, sofria de epilepsia e caiu 36 vezes do cavalo. Colecionava amantes – com uma delas trocou mais de 200 cartas – e filhos ilegítimos, mas foi um marido romântico e pai dedicado. Como político, não era agarrado ao poder e escreveu contra a escravatura. Abdicou de dois tronos – o português e o brasileiro –, mas mudou a História para sempre.

Saía do palácio de capa negra, a altas horas da noite. O príncipe herdeiro, que viria a ser o primeiro imperador do Brasil, frequentava as tabernas no Rio de Janeiro disfarçado. Cantava ao desafio, dançava as modinhas, comia e bebia com o povo. Apesar de boémio, não se lhe conheciam excessos alcoólicos. Já os sexuais preencheriam uma biblioteca. O número de filhos que teve é lendário e varia entre os 18 e os 36. Tanto namorava com atrizes, mulheres de militares, lavadeiras ou freiras. Mas o maior escândalo sexual, que abalou a monarquia, aconteceu quando já era casado com D. Leopoldina: o caso com Domitília de Castro, Marquesa de Santos, que apelidava de "Titília", em cartas que assinava como "Demonão".

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