Em causa acidente que no ano passado vitimou 16 pessoas.
A Polícia Judiciária de Lisboa está a realizar esta manhã buscas domiciliárias a responsáveis da Carris e da empresa de manutenção do Elevador da Glória relacionadas com a investigação em torno do acidente que no ano passado vitimou 16 pessoas, avança a CNN Portugal.
Descarrilamento do Elevador da Glória fesz 16 vítimasTIAGO PETINGA/LUSA
Trata-se de uma diligência para recolha de provas, que está a ser liderada pelo procurador Joaquim Morgado, responsável pelo processo crime que decorre no DIAP de Lisboa, e que envolve cerca de duas dezenas de inspetores.
Estão a ser investigados crimes de homicídio por negligência e violação de regras de segurança - e os visados são responsáveis da Carris e da empresa MAIN, que estava subcontratada para fazer a manutenção do elevador.
Recorde-se que as conclusões de um relatório intercalar do GPIAAF (o gabinete que investiga acidentes ferroviários) apontam para um cabo de tração diferente ao previsto, e pelo menos parcialmente não conforme com as especificações; roturas progressivas dos pequenos cabos que formam o cabo de tração; e falta de controlo da manutenção.
O cabo que unia as duas cabinas do elevador da Glória e que cedeu no seu ponto de fixação da carruagem que descarrilou não respeitava as especificações da Carris, nem estava certificado para uso em transporte de pessoas.
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