As oito reivindicações dos "coletes amarelos" portugueses

Cátia Andrea Costa 19 de dezembro de 2018

Inspiram-se no exemplo francês, garantem que são apartidários e pacíficos e exigem mudanças em áreas que vão desde o valor do salário mínimo nacional ao combate à corrupção. Esta sexta-feira, querem parar Portugal desde as 07h00.

As redes sociais, principalmente o Facebook e o WhatsApp, foram a plataforma usada por grupos de cidadãos de todo o País para criarem um movimento inspirado nos "coletes amarelos" de França. As várias manifestações, debaixo da bandeira "Vamos Parar Portugal", começam logo às 07h00 desta sexta-feira e já colocaram as autoridades em alerta, com a PSP a suspender folgas para reforçar a prevenção em todo o País. Os organizadores garantem que são um grupo pacífico, que pretende alertar para os problemas do País. E divulgaram uma missiva que apresenta as suas oito reivindicações, onde exigem aumentos em várias áreas e também combate à corrupção.

No comunicado divulgado nas redes sociais, o Movimento dos Coletes Amarelos Portugal define-se como "pacífico, apartidário, sem fins lucrativos, de união e apoio a todos os grupos e indivíduos" que estejam "insatisfeitos com os variados problemas de actualidade" do País. Mais, esperam que estes grupos estejam "dispostos a protestar até que os mesmos [problemas] estejam resolvidos".

E que problemas são esses? No topo das exigências aparece a redução de taxas e impostos, como o IVA e o IRC, o "fim do imposto sobre produtos petrolíferos" (ISP) e "a redução para metade do IVA sobre combustíveis e gás natural". O MCAP pretende ainda a "redução das taxas sobre a electricidade, com incidência sobre as taxas de audiovisual e de emissão de dióxido de carbono". Neste primeiro ponto, exigem também a "concessão de incentivos, fiscais e outros, para as micro e pequenas empresas poderem pagar, com a correspondente taxação às grandes empresas e multinacionais, com base na sua margem de lucro.

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