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Netanyahu recebeu informações sobre os planos do Hamas para invadir o sul de Israel em 2018

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Um documento enviado a vários altos funcionários israelitas reforçava a seriedade da ameaça devido ao “alcance do plano e a sua complexidade excecionais”.

Benjamin Netanyahu teve acesso a relatórios da inteligência das Forças de Defesa Israelitas (IDF) que detalhavam os planos de Hamas logo em abril de 2018, avançou o site israelita Ynet. 

Netanyahu foi informado sobre planos de invasão do Hamas ao sul de Israel em 2018
Netanyahu foi informado sobre planos de invasão do Hamas ao sul de Israel em 2018 AP Photo/Alex Brandon

O relatório afirma que, entre 2018 e 2022, o Hamas desenvolveu um plano operacional abrangente para um ataque coordenado em múltiplas frentes contra bases militares e comunidades civis no sul de Israel. Este plano foi compilado num documento, apelidado como “”, que já previa que a fronteira seria ultrapassada em dezenas de pontos e milhares de combatentes sairiam de Gaza.  

Segundo o , o primeiro-ministro israelita foi avisado diversas vezes sobre os planos do Hamas. O relatório afirma que a primeira troca de informações com a liderança israelita ocorreu em abril de 2018, quando a Divisão de Investigação da Diretoria de Inteligência Militar distribuiu um documento a altos funcionários, incluindo os secretários militares do primeiro-ministro e do ministro da Defesa, o Conselho de Segurança Nacional, os chefes da Mossad e o gabinete do chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel.  

Este documento incluía a questão: “O braço militar do Hamas está a reforçar as suas forças para um ataque em larga escala no nosso território?” e reforçava a seriedade da ameaça devido ao “alcance do plano e a sua complexidade excecionais”.  

Apesar de alguns dos especialistas que contribuíram para o relatório terem expressado dúvidas de que o Hamas pudesse executar o plano na íntegra, alertaram que “o plano ilustra um cenário de ameaça novo e mais amplo do que antes”.  

Netanyahu tem negado ter recebido qualquer informação de que o Hamas estivesse a planear um grande ataque durante os anos que antecederam ao 7 de Outubro. Questionado sobre possíveis falhas que tenham permitido o ataque, o gabinete do líder israelita afirmou que “o primeiro-ministro nunca recebeu nem foi informado sobre o documento ‘Muros de Jericó’” até depois do início da guerra e que “nunca lhe foi apresentado qualquer plano do Hamas para um ataque em massa em território israelita”.  

Em 2023 o Egito já tinha avançado que avisou Israel sobre os riscos de um possível ataque e os Estados Unidos tinham confirmado os alertas. Michael McCaul, então chefe da Comissão dos Negócios Estrangeiros da Câmara dos Representantes, garantiu: “Sabemos que o Egito avisou os israelitas, três dias antes, de que um evento do género do ataque do Hamas poderia acontecer”. Abbas Kamel, então ministro da Inteligência do Egito chegou mesmo a afirma que telefonou a Netanyahu dez dias antes do ataque para o alertar e ficou chocado com a indiferença de Netanyahu: “Nós avisámos que a situação explodiria muito em breve e seria grande. Mas eles subestimaram esses avisos”.  

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