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PSOE e Podemos apresentam medida para proibir futebol nos recreios: "Desporto tóxico"

Partidos defendem em Ibiza a troca de campos de betão por zonas mais frescas, com vegetação e sombras naturais, bem como "espaços de jogos mistos".

Angie Roselló, porta-voz do partido Unidas Podemos (UP), e Antonio Lorenzo, porta-voz do Partido Socialista (PSOE), apresentaram esta semana uma proposta em Ibiza com o objetivo proibir o futebol nos recreios das escolas, por considerarem ser um “desporto tóxico”.

PSOE e Podemos apresentam medida para proibir futebol nos recreios
PSOE e Podemos apresentam medida para proibir futebol nos recreios AP

De acordo com o jornal desportivo espanhol , e segundo os porta-vozes, o futebol jogado durante os recreios da escola representa uma desigualdade para as raparigas. “Tradicionalmente os campos de futebol ocupam 80% do recreio, sendo utilizados principalmente pelos rapazes, enquanto as raparigas ficam relegadas às margens”, indicou Roselló, que pretende substituir esses campos por “espaços de jogos mistos”. 

O Podemos propõe então “remover o betão do solo [destes campos de futebol] e aumentar a vegetação, plantando árvores que gerem sombra natural e criem zonas frescas com água, transformando os pátios em refúgios contra o calor extremo”. O porta-voz do partido de Pedro Sánchez reforçou a ideia dizendo que “há escolas que, internamente, já estão a fazer planos para orientar os seus espaços para zonas mais naturais, com mais terra e menos asfalto”. 

Roselló caracterizou ainda o desporto como “violento” argumentando que "as brigas entre crianças só acontecem no futebol", notando que nunca viu um desporto com tanta violência e hooligans. Lorenzo apoiou a ideia considerando o futebol “um desporto tóxico” que “gera graves problemas de convivência porque as crianças imitam o que veem", algo que diz não acontecer em outros desportos, como o basquetebol. 

Esta proposta foi contestada por Eva Prats, vereadora da educação do Partido Popular (PP), que acredita que “é uma falta de respeito pela autonomia das escolas”, defendendo que é importante promover “qualquer tipo de desporto”. “As raparigas também podem jogar futebol”, nota. 

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