NEWSLETTER EXCLUSIVA PARA ASSINANTES Novidades com vantagens exclusivas: descontos e ofertas em produtos e serviços; divulgação de conteúdos exclusivos e comunicação de novas funcionalidades. (Enviada mensalmente)
NEWSLETTER EXCLUSIVA PARA ASSINANTES Novidades com vantagens exclusivas: descontos e ofertas em produtos e serviços; divulgação de conteúdos exclusivos e comunicação de novas funcionalidades. (Enviada mensalmente)
Alberto Castañeda Mondragón deu entrada no hospital com hemorragias cerebrais.
Alberto Castañeda Mondragón, cidadão mexicano, de 31 anos, esteve internado nos cuidados intensivos de um hospital em Minneapolis depois de ali ter dado entrada com graves lesões na face e na cabeça. O homem foi levado pelo ICE, a polícia de imigração dos Estados Unidos, quatro horas após a sua detenção perto de um centro comercial da cidade, a 8 de janeiro.
Mexicano de 31 anos deu entrada no hospital com graves lesões na cabeçaAP
A explicação oficial para as lesões é que Alberto terá "de propósito embatido com a cabeça numa parede de tijolo" quando tentou fugir, algemado. Mas os profissionais de saúde, que não quiseram ser identificados, contaram à agência Associated Press que muito dificilmente as coisas terão acontecido dessa forma. "Essa explicação seria para rir, se isto tivesse piada", referiu uma enfermeira.
Os agentes do ICE não levam apenas os prisioneiros ao hospital, como ainda se mantêm ao lado deles durante vários dias, garantindo que estão sempre algemados. A presença destes polícias tem causado desconforto entre os profissionais de saúde, que se sentem muitas vezes intimidados.
No caso de Alberto Castañeda Mondragón, cinco enfermeiras e um médico contaram à Associated Press que as lesões apresentadas são inconsistentes com uma queda acidental ou uma pancada provocada por uma corrida contra uma parede. Segundo o processo, o homem foi preso a 8 de janeiro e esteve quatro horas detido num centro de imigração - o mandado de prisão foi emitido por um agente do ICE e não por um juiz -, sendo depois conduzido a um centro médico com um inchaço e sangramento à volta do olho direito.
Foi sujeito a uma TAC, que revelou pelo menos oito fraturas no crânio e hemorragias graves em cinco zonas do cérebro. Acabou por ser logo a seguir conduzido a um hospital central.
O mexicano chegou consciente, disse aos médicos que tinha sido "arrastado e maltratado por agentes federais", mas a sua situação clínica complicou-se rapidamente. Numa primeira reação, um agente do ICE admitiu que Alberto "tinha levado uma tareia".
Mesmo estando acamado, o ICE insistiu que o homem estivesse algemado à cama - desorientado, tinha tentado levantar-se -, o que foi contrariado pelo pessoal médico. Depois de alguma resistência, os agentes acederam tirar as algemas. "Dissemos-lhes que íamos ter um assistente de enfermagem permanentemente sentado ao lado do paciente, para o impedir de fugir."
A AP mostrou relatórios médicos de Alberto Castañeda Mondragón a uma médica com mais de 30 anos de experiência, que não tem dúvidas: "Tenho praticamente a certeza que uma pessoa não podia contrair este tipo de lesões a correr contra uma parede", referiu a dra Lindsey C. Thomas, mesmo sem ver a TAC. "Acho que não é preciso ser médico para concluir que uma pessoa não fratura o crânio, dos dois lados, à frente a atrás, por embater numa parede."
O irmão de Alberto, Gregorio, explicou que o irmão é natural de Vera Cruz, onde tem uma filha de 10 anos. Segundo os advogados de defesa, o homem entrou nos Estados Unidos em 2022 com documentos de imigração válidos. Em Minnesota fundou uma empresa de arranjo de telhados. "Era uma pessoa de pele castanha, a falar espanhol numa zona em que os agentes da imigração decidiram arbitrariamente atuar", escreveram os seus advogados na petição para que Alberto fosse libertado.
Mais de duas semanas após a detenção, um juiz do Tribunal Distrital dos EUA ordenou a libertação de Castañeda Mondragón da custódia do ICE sábado da semana passada. E para surpresa de alguns dos que o trataram, Castañeda Mondragón recebeu alta do hospital na terça-feira. Uma porta-voz do hospital disse não ter informações sobre o paciente.
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.