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Após as duas mortes em Minneapolis e críticas por parte de figuras republicanas, a nomeação de Tom Homan para supervisionar a operação em Minnesota pode simbolizar uma mudança de estratégia para o ICE.
Depois de dois cidadãos norte-americanos terem sido mortos a tiro por agentes do ICE em protestos contra a campanha de deportações de Donald Trump, o presidente bnorte-americano estará a reestruturar o serviço de imigração após a destituição do comandante Gregory Bovino esta segunda-feira e a nomeação do ‘czar’ das fronteiras, Tom Homan, para supervisionar as operações em Minnesota.
O 'Czar' das fronteiras, Tom HomanAP
Na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos escreveu que Homan “é duro, mas justo" e que irá responder diretamente a ele. Esta decisão pode azedar a relação entre o ‘czar das fronteiras’ e Kristi Noem, a secretária do Departamento de Segurança Interna dos EUA. Segundo o jornal Independent, em dezembro do ano passado, Homan e não se falavam e não se reuniam sozinhos.
Segundo o Politico, a decisão de enviar Homan, um antigo agente de imigração que liderou o ICE durante o primeiro mandato de Trump, sugere uma mudança de estratégia. Enquanto Kristi Noem se tem preocupado com os números absolutos de deportações, Homan tem apoiado uma abordagem mais direcionada para a detenção e a remoção de imigrantes ilegais com antecedentes criminais.
O presidente dos EUA afirmou ter conversado com o governador do Estado de Minnesota, o democrata Tim Walz que se candidatou a vice-presidente de Kamala Harris nas eleições de 2024 que deram a vitória a Donald Trump. Walz tem sido abertamente contra a operação de imigração do ICE no Estado e poucos dias depois da morte de Alex Pretti, mobilizou tropas da guarda nacional para a região de Minneapolis para “reforçar as forças de segurança”. Justificou esta decisão por acreditar que as forças das autoridades do estado estão “sobrecarregadas devido à perturbação da segurança pública causada por milhares de agentes federais de imigração”, lê-se numa nota oficial.
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Casa Branca explica ida do 'Czar das Fronteiras’ para Minneapolis e mostra notícia a elogiar o seu trabalho
“Eu disse ao governador Walz que pediria a Tom Homan para ligar para ele e que estamos à procura de todos os criminosos que eles têm na sua posse”, escreveu o presidente, explicando que o governador “muito respeitosamente, compreendeu isso”.
Mais tarde, em comunicado, citado pelo Politico, o gabinete de Walz afirmou ter tido uma “conversa produtiva” com o presidente, acrescentando que pediu investigações imparciais sobre os tiroteios em Minneapolis envolvendo agentes federais, uma redução da presença dos mesmos agentes do Estado e uma colaboração entre o ICE e o Estado de Minneapolis “de forma mais coordenada na aplicação da lei de imigração em relação a criminosos violentos”.
Numa entrevista ao jornal norte-americano The Wall Street Journal, este domingo, o presidente dos EUA distanciou-se da morte do enfermeiro Alex Pretti ao anunciar que o governo está a investigar o incidente mas recusou-se a dizer se os agentes estavam a seguir o protocolo.
Várias figuras republicanas e conservadoras têm expressado o seu desagrado com os acontecimentos em Minneapolis e criticado a credibilidade do ICE e do Departamento de Segurança Interna dos EUA. No X, o senador Bill Cassidy apelou a uma “investigação completa, federal e estadual” para apurar os factos dos incidentes em Minnesota que considerou “extremamente perturbadores”. Ainda, o republicano Chris Madel, que concorre para o cargo de governador de Minnesota para as eleições intercalares, decidiu pôr um fim à sua campanha depois dos tiroteios por acreditar que a operação “se afastou tanto dos objetivos que é simplesmente um desastre”.
“As pessoas estão a viver com medo, e isso precisa de acabar”, declarou numa entrevista esta segunda-feira. No passado, Madel já tinha manifestado apoio a uma aplicação mais rigorosa das leis de imigração mas agora acredita que os agentes federais estão a agir ilegalmente em nome do Estado.
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