Compras no supermercado: como viver com os preços a disparar

Júlia escolhe o que janta em função das promoções no supermercado, Vânia compra marcas brancas e Pedro passou a comer menos fora. Nenhum cortou no essencial, mas todos sentem o aperto da inflação.

Desde que a guerra na Ucrânia começou, Júlia Beliz, 64 anos, não voltou a comprar azeite. “Quando ouvi as notícias comecei a armazenar para o caso de os preços subirem. Devo ter uns 15 litros de azeite em casa. E ainda bem: comprava garrafões a 10 euros e qualquer coisa, agora estão a 17”, conta. Entretanto, começou a fazer o mesmo com os detergentes de lavar a roupa: “Ouvi que os preços vão subir muito, como aconteceu com o óleo, e já tenho dois grandes para a roupa preta - só faço duas ou três máquinas por mês - e dois para a roupa de cor.”

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Para activar o código da revista, clique aqui
Investigação
Opinião Ver mais