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Um raio-x aos tarefeiros do SNS

A lei não obriga os hospitais a divulgar os contratos de prestação de serviços, nem as instituições precisam do aval do Ministério das Finanças. Pouco se sabe sobre este mercado.

Foi no ano passado, por esta altura, que tomou a decisão. Cansou-se de gerir a família em função da (pouca) disponibilidade que sobrava do trabalho e agora faz exatamente o contrário. A diferença é enorme: trabalha apenas três dias por semana (num deles faz urgência de 24 horas) e ganha três a cinco vezes mais. Tudo “com muita calma”, descreve, “com horários para ir buscar e levar as minhas filhas e dar-lhes apoio familiar”. Dantes, acumulava um horário de 35 horas, que incluía uma urgência semanal, mais o extra do consultório e ainda um banco de 24h de Obstetrícia (a sua especialidade), normalmente aos fins de semana.

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