Sara é psicóloga do INEM: "Temos que pensar quando outros não o conseguem fazer"

Sara é psicóloga do INEM: 'Temos que pensar quando outros não o conseguem fazer'
Leonor Riso 06 de fevereiro de 2019

Esta semana, ocorreram dois homicídios no seio da mesma família. Foi destacada uma equipa de psicólogos para prestar apoio. Como lidam os médicos com estas situações?

"Temos que pensar quando as pessoas não o conseguem fazer." É com esta frase que Sara Rosado, psicóloga do INEM há 15 anos, define o seu trabalho. São estes profissionais que fazem a "intervenção psicológica de emergência", a resposta de "primeira linha" dada às vítimas e familiares de vítimas de crimes, acidentes, situações de ansiedade e comportamentos suicidários. "Sobretudo, as situações em que vamos para o terreno serão de morte traumática", explica.

Esta segunda-feira, uma mulher foi assassinada em casa no Seixal. Foi logo acionada uma equipa de psicólogos para prestar apoio à família. O suspeito do crime é o genro, que também terá morto a própria filha no dia seguinte. A menina, Lara, tinha dois anos.

Pouco tempo depois de ter sido mãe, Sara Rosado, que trabalha na delegação do INEM de Coimbra desde 2004, lidou com a morte de uma criança com a idade de Lara: "A maternidade é um momento que nos deixa mais vulneráveis. Aquela situação teve um impacto diferente, imaginei se me tivesse acontecido. E uma coisa é a morte natural, outra é a traumática com crianças pequeninas. Lembro-me que nessa altura, precisei de chegar a casa e de perceber se o meu filho estava bem."

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