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Passos Coelho volta a apontar críticas ao rumo do Governo e acusa líderes de falta de coragem reformista

O antigo primeiro-ministro aponta falhas durante um colóquio académico onde defendeu uma maior capacidade de decisão política e de comunicação das mudanças necessárias ao país.

Pedro Passos Coelho tem sido protagonista de algumas críticas ao atual Governo, em particular sobre a falta de espírito reformista, e merecido respostas de Luís Montenegro. Depois de em março ter deixado claro que vai continuar a dar a sua opinião, cumpriu e voltou a partilhá-la, desta vez num colóquio chamado “Governação em Contexto de Crise“, organizado pela Associação Académica da Universidade Lusíada.

Passos Coelho continua a partilhar a sua opinião em frente a plateias, sem olhar a partidos
Passos Coelho continua a partilhar a sua opinião em frente a plateias, sem olhar a partidos CARLOS M. ALMEIDA/LUSA

De entrada gratuita, mas vedado à comunicação social, as regras não impediram que o apurasse o que o antigo primeiro-ministro tinha preparado para uma audiência com mais de 70 pessoas.

Segundo o jornal, Pedro Passos Coelho falou sobre os desafios que, no seu entender, Portugal enfrenta, e do seu tempo como primeiro-ministro, numa altura em que o país respondia às demandas da troika, da qual Passos Coelho quis, então, ir mais “além”. E critica a forma com os seus sucessores, António Costa e Luís Montenegro, não tiveram coragem para avançar com reformas estruturais.

“A maior parte dos políticos são populistas. Fazem sondagens, veem do que é que as pessoas gostam e alinham-se por aí. Dizem o contrário, mesmo que pensem diferente”, acusa Passos Coelho, ao mesmo tempo que defende a necessidade de “convencer as pessoas de que é preciso mudar”.

E defende: "É por isso que supostamente são líderes e têm essas responsabilidades. Não é para nos contarem histórias da Carochinha. A gente já devia ter aprendido com isto e parece que não aprendeu. Portanto, é deixar de contar histórias da Carochinha, falar das coisas, falar dos problemas que temos. Não é ser pessimista, é querer resolvê-los. Só podemos mobilizar o apoio das pessoas para mudar alguma coisa se lhes dissermos que alguma coisa precisa de mudar. E explicar porquê."

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