O ex-primeiro-ministro recomenda ao atual que se "distraia pouco" e sublinhou que vai continuar a dar a sua opinião.
Pedro Passos Coelho respondeu ao desafio lançado pelo atual primeiro-ministro para que se candidatasse à liderança do PSD e do Governo em maio. "Eu recomendo a quem está no governo, a começar pelo chefe do governo, que se concentre nessa missão e que se distraia pouco com o resto", disse o antigo líder social-democrata que tem vindo a somar participações públicas nas últimas semanas, sendo bastante crítico do atual executivo. Passos afirmou ainda que não é candidato "a coisíssima nenhuma" e que, se o vier a ser, será apenas por um "imperativo de consciência".
Passos Coelho fala sobre o governo e futuro políticoJosé Sena Goulão/Lusa/EPA
"Eu não estou à espera de nada, estou à espera que o meu partido dê conta do recado, E faça o que tem de fazer. Foi para isso que as pessoas votaram no PSD", respondeu o antigo primeiro-ministro social-democrata, em resposta ao repto lançado por Luís Montenegro, à entrada para uma conferência na faculdade de Economia do Porto.
"Não sei se aquilo que eu digo incomoda ou não incomoda, eu não digo nem para incomodar nem para aborrecer, digo o que penso e direi sempre o que penso, sempre que achar que isso é oportuno e importante", acrescentou Passos Coelho apelando a Montenegro que ganhe carapaça a críticas: "Quem está à frente do governo, umas vezes ouvirá coisas que gosta e outras vezes ouvirá coisas que não gosta. Eu já ouvi muitas coisas que não gosto e ouvi e andei. A gente não brinca com o país por causa disso, está bem?"
"No dia em que eu me quiser candidatar, eu digo que me quero candidatar e candidato-me. Não faço isso para satisfazer calendários ou por questões de política interna", atirou.
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