Governo. As promessas do OE2021 que ficaram por cumprir

Governo. As promessas do OE2021 que ficaram por cumprir
Margarida Davim 11 de outubro

Hospitais, contratações e redução de portagens andam por aí a assombrar as negociações entre Governo, PCP, PEV e PAN.

Em contagem decrescente para a apresentação do Orçamento do Estado (OE) de 2022, ainda está por fazer muito do que ficou acordado à esquerda. PCP, PEV e PAN levam para as reuniões com o Governo listas de promessas por cumprir. Os avisos têm sido feitos ao longo do ano, mas António Costa e João Leão tardam em executar as medidas que valeram a aprovação do OE de 2021. É desta que a paciência se esgota?

No PCP, o rol das promessas falhadas está feito há muito. Os comunistas têm-se queixado de que os subsídios extraordinários de risco para os trabalhadores da saúde e dos serviços essenciais “continuam a não chegar a todos” e as contratações de pessoal nas várias áreas em que estão previstas (Saúde, Educação, forças e serviços de segurança, Justiça, Protecção Civil) “não foram concretizadas nos prazos e nos números de admissões previstos”. Só no pessoal não docente das escolas estavam previstas cinco mil contratações e o objetivo ainda estará por cumprir. Assim como ainda não estão contratados todos os 2.500 novos profissionais para as forças de segurança.

Mas há também investimentos nos cuidados de saúde primários e nos hospitais que “tardam em ser concretizados e continuam enredados na teia de autorizações e despachos do Ministério das Finanças”. É o caso do Hospital Central da Madeira, da ala pediátrica do São João do Porto, das obras no Hospital da Guarda ou no de Setúbal e do novo edifício do IPO de Lisboa. Há atrasos na redução de portagens das ex-scut, que deviam ter acontecido até ao final do primeiro semestre deste ano. E entraves a que as Micro, Pequenas e Médias Empresas possam pedir a suspensão do pagamento especial por conta, como o PCP tinha exigido.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Para activar o código da revista, clique aqui
Investigação
Opinião Ver mais