Cinco detidos, com idades entre os 22 e os 24 anos, permanecem sob custódia nas instalações da PSP. Enfrentam acusações de resistência e coação sobre funcionário.
Uma das seis pessoas detida na quarta-feira junto ao Parlamento, em Lisboa, na sequência de confrontos com a PSP após a manifestação da CGTP, já foi libertada, avançou esta quinta-feira ao Observador fonte oficial da Polícia de Segurança Pública. Os restantes cinco detidos continuam sob custódia nas instalações desta força policial.
Polícia durante a detenção de um manifestante, em LisboaCMTV
De acordo com o mesmo órgão de comunicação social, o homem libertado tinha sido detido por desobediência - um crime com uma moldura penal menos gravosa. Já os restantes cinco enfrentam acusações de resistência e coação sobre funcionário, permanecendo ainda nas "salas de retenção provisórias da PSP", em Moscavide.
Entre os detidos encontram-se uma mulher de 26 anos e quatro homens com idades entre os 22 e os 24 anos. Todos deverão ser ouvidos na manhã de sexta-feira pelo Ministério Público, no Campus da Justiça, em Lisboa.
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Rebentados petardos durante confrontos entre PSP e manifestantes junto à Assembleia da República
Os incidentes ocorreram na quarta-feira, no mesmo dia em que a CGTP organizou uma manifestação contra o pacote laboral. Acontece que, pelas 18h, já depois de a central sindical se ter desmobilizado pelas 16h15, os ânimos exaltaram-se. Vários foram os caixotes de lixo queimados e as garrafas de vidro arremessadas contra os agentes da PSP.
Perante a escalada de violência, a polícia respondeu com bastonadas, pontapés e empurrões, tendo efetuado ainda seis detenções. A situação só foi considerada estabilizada já depois das 19h.
O Ministério da Administração Interna, tutelado por Luís Neves, já reagiu entretanto aos acontecimentos. Num comunicado, citado pelo Observador, considerou que “a atuação policial foi pautada pela ponderação, profissionalismo e sentido de responsabilidade”. A tutela manifestou ainda ter "total confiança" na PSP e "nos agentes que, no cumprimento da sua missão, aturaram para garantir a segurança das pessoas".
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