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Judeus acusam "elites portuguesas decadentes" de os quererem destruir

Em livro que assinala os 100 anos da comunidade, judeus portuenses falam em “purificação”, “assaltos a casas particulares” e “corrupção jornalística”. E que estão “a ser pisados e cuspidos”.

Praticamente só Marcelo Rebelo de Sousa sobrevive intacto à leitura de Dois Milénios de Comunidade Judaica do Porto – Cronologia 1923-2023, livro que pretende comemorar a milenar presença judaica na cidade e o centenário do nascimento da estrutura que passou a representá-los, a Comunidade Judaica do Porto (CJP), ou Comunidade Israelita do Porto. O Presidente da República, várias vezes citado, é apelidado de “verdadeiro amigo dos judeus”. A frase é ainda mais elogiosa porque escrita entre disparos para todos os lados por parte da CJP.

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