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António José Seguro apela ao voto porque "sondagens não elegem presidentes"

Lusa 13:04
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Candidato mostrou-se feliz com os apoios que tem vindo a receber de vários quadrantes políticos, mas reforçou que no dia das eleições é preciso ir às urnas.

O candidato presidencial António José Seguro alertou este sábado que "sondagens não elegem presidentes" e apelou ao voto, sublinhando que lidera uma candidatura que já não é só sua, "é uma candidatura de Portugal, uma candidatura dos portugueses".

António José Seguro, candidato presidencial
António José Seguro, candidato presidencial Lusa

No Porto, ao lado do presidente da Câmara, Pedro Duarte, eleito pela coligação PSD/CDS/IL, António José Seguro mostrou-se otimista com um bom resultado na corrida a Belém, mas advertiu: "As sondagens não elegem presidentes Ainda ontem ouvi pessoas dizerem-me que isto está a ganho. Não, não está a ganho".

"É preciso que cada portuguesa e cada português vote. E o maior número de votos é importante para que o próximo Presidente da República, que espero que seja eu, saia com uma legitimidade eleitoral reforçada", referiu.

Questionado sobre os apoios que tem vindo a receber de vários quadrantes políticos, o candidato mostrou-se feliz, mas reforçou que no dia das eleições é preciso ir votar.

"Tenho sentido que esta candidatura já não é uma candidatura só minha, é uma candidatura de Portugal, é uma candidatura dos portugueses, é uma candidatura de todos os democratas, dos progressistas, dos humanistas", disse.

Questionado ainda sobre se pretende mudar alguma coisa na forma como conduzirá a campanha eleitoral daqui em diante de forma a captar eleitores que tenham votado em Marques Mendes, Gouveia e Melo ou Cotrim Figueiredo na primeira volta, o antigo secretário-geral socialista prometeu continuar a ser igual a si mesmo.

"Vou continuar a ser o mesmo, o mesmo de quando me propus aos portugueses no dia 15 de junho, o mesmo que venceu as eleições na primeira volta, o mesmo que espera ter a confiança e merecer a confiança dos portugueses no dia 1 e no dia 8 de fevereiro e o mesmo durante os cinco anos como Presidente da República", referiu.

António José Seguro reiterou que se propôs aos portugueses dizendo que trazia "a experiência e a moderação essenciais" para o período que o país atravessa e que "isso não vai mudar".

"Propus-me como quem privilegia a estabilidade, não como um fim em si mesmo, mas como uma condição essencial para que haja condições para que o Governo e o Parlamento trabalhem no sentido de encontrarem soluções para resolver os problemas dos portugueses. Disse que vinha para unir os portugueses, para os mobilizar, para ajudar a criar um país moderno e um país justo. Este é o meu ADN", acrescentou.

António José Seguro visitou esta manhã o Regimento de Bombeiros Sapadores do Porto e aproveitou para "expressar a solidariedade e também lamentar as ocorrências que houve em determinadas zonas do país" a propósito da depressão "Ingrid".

"Sei que há vítimas humanas, não no sentido de haver mortos, felizmente, mas desalojados e que houve também consequências em termos de bens patrimoniais. Espero que a situação esteja agora mais amena, mas é uma preocupação que tenho e que vou manter acompanhando durante todo o dia", disse.

Depois de visitar o museu do Regimento, bem como a sala dedicada ao Centro de Gestão Integrada e de cumprimentar todos os bombeiros presentes, António José Seguro comentou que esta corporação vai fazer 300 anos dentro de dois anos, altura que espera poder voltar a visitá-la noutras funções já.

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"Terei muito prazer, se for convidado", referiu.

Quanto à visita, explicou que quis conhecer o Centro de Gestão Integrada do Município do Porto "para saber realmente o que é que está a acontecer em termos de consequências desta intempérie, deste mau tempo" que está a afetar o país e por saber que este centro é "uma referência e exemplo".

"Felizmente, houve poucas ocorrências, houve uma grande capacidade de prevenção. Vi com satisfação uma organização excelente e uma articulação entre todos os pilares que contribuem para defender as nossas vidas e os nossos bens", concluiu.

O candidato apoiado pelo PS e, agora, também por Livre, PCP e BE, conquistou 31% dos votos, enquanto André Ventura, líder do Chega, obteve 23%.

Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16,%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS-PP, com 11%.

À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) teve 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, abaixo do artista Manuel João Vieira, que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08%.

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