P. Diddy e Luigi Mangione são alguns dos detidos que já passaram pelo Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn.
Depois de Nicolás Maduro e a mulher serem capturados pelas forças norte-americanas em Caracas, Venezuela, foram levados para território norte-americano e detidos numa das prisões mais mediáticas do país: o Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn em Nova Iorque.
Maduro e P. Diddy escoltados por agentes da DEA XNY/STAR MAX/IPx via AP Photo
É esperado que o casal permaneça neste centro até ao julgamento federal por tráfico de drogas e porte de armas. Na segunda-feira, Maduro e Cilia Flores foram presentes ao tribunal federal de Manhattan e ambos declararam ser inocentes de todas as acusações. O presidente venezuelano disse mesmo ser um “prisioneiro de guerra”.
Na unidade prisional localizada no bairro de Sunset Park os detidos têm processos pendentes no tribunal distrital dos Estados Unidos para o distrito da zona leste de Nova Iorque e por lá passaram nomes como Sean “Diddy” Combs, Ghislaine Maxwell, Sam Bankman-Fried, o narcotraficante mexicano “El Chapo” e o ex-presidente das Honduras Juan Orlando Hernández.
Atualmente Luigi Mangione, acusado pelo homicídio de Brian Thompson, CEO da UnitedHaelthcare, está detido no Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn.
Advogados de defesa, que representaram tanto detidos famosos como civis têm apresentados várias queixas quanto às condições “inseguras” e “desumanas” do Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn. Depois da prisão de Sean Combs por acusações de tráfico sexual em setembro de 2024, os advogados do magnata do mundo da música relataram casos de violência dentro do centro. Os representantes de P. Diddy referiram que um detido foi morto dentro do centro durante o verão de 2024 e pelo menos quatro cometeram suicídio nos últimos três anos. Os advogados recordaram ainda outros casos de “contaminação de alimentos e condições físicas perigosas” uma vez que anteriormente o centro já tinha sido descrito por outros advogados como “sujo” e “infestado de drogas”.
Juízes federais chegaram a recusar-se a enviar réus para esta centro. Exemplo disso foi uma decisão de janeiro de 2024 quando o juiz federal de Manhattan Jesse Furman disse que não enviaria um detido por tráfico de fentanil para o Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn antes da sentença.
“Chegámos a um ponto em que se tornou rotina para os juízes tanto neste distrito como no distrito leste reduzirem as penas dos réus com base nas condições de confinamento no Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn. Os procuradores já nem contestam, muito menos negam que a situação seja inaceitável”, escreveu o juiz.
Um corte de energia em 2019 deixou a prisão sem energia durante uma semana inteira e uma onda de frio polar atingiu Nova Iorque com temperaturas abaixo de zero. Nessa altura os detidos acusaram o estabelecimento de “bloqueios quase perpétuos” que “não podiam ser explicados nem pelas restrições da covid-19".
Passados dois anos a juíza federal de Manhattan Collen McMahon chegou a afirmar que nestas instalações as autoridades negligenciaram “tomar qualquer medida significativa” para melhorar as condições. A juíza acusou ainda os diretores deste centro de trocarem “de cargo repetidamente, nunca permanecendo por mais de alguns meses ou até mesmo um ano”.
O Departamento Federal de Prisões afirmou que as condições no Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn melhoraram. “Desde janeiro de 2024, houve uma diminuição substancial da violência, das restrições aos horários em que os detidos saem das suas celas e das tentativas de introdução de contração”, assim sendo o departamento considera agora o centro como “seguro para os detidos e funcionários”
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