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Protestos. Irão considera retórica de Trump "hostil" e deixa ameaça aos EUA

Luana Augusto
Luana Augusto 07 de janeiro de 2026 às 22:43
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Trump defendeu os protestos no Irão. A declaração não agradou, no entanto, o chefe militar que disse que "se o inimigo cometer um erro" a resposta será mais potente do que na guerra de 12 dias com Israel.

O chefe do exército iraniano garantiu esta quarta-feira que o país não ficará de braços cruzados enquanto se deixa ameaçar por potências externas como os Estados Unidos e Israel - que dizem apoiar os que se vivem no país.

General iraniano Amir Hatami
General iraniano Amir Hatami Masoud Nazari Mehrabi/Exército iraniano via AP

Na última semana, foram várias as pessoas que saíram às ruas para protestarem contra o agravamentos das condições económicas. Face ao número de pessoas que foram mortas durante os protestos, Trump prometeu intervir. "Estamos prontos a agir", escreveu o presidente dos Estados Unidos nas redes sociais. Também o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, apoiou os protestos.

A retórica "hostil" de Trump não agradou, no entanto, os iranianos. O general Amir Hatami considerou as suas declarações uma ameaça e garantiu que "não tolerará sua a continuação sem resposta".

Segundo a agência de notícias Fars citada pelo , Hatami afirmou ainda que "se o inimigo cometer um erro" a resposta do Irão será mais potente do que a que se viveu na guerra de 12 dias com Israel, em junho passado.

Ali Larijani, um importante conselheiro do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, também já havia aconselhado o presidente dos Estados Unidos a ter "cuidado". “Trump deve saber que a interferência dos EUA neste assunto interno significaria desestabilizar toda a região e destruir os interesses americanos”, disse.

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