Aiatola Mojtaba Khamenei procurou traçar uma linha firme numa altura em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta alcançar um acordo mais abrangente para consolidar o frágil cessar-fogo em vigor na guerra.
O líder supremo do Irão afirmou esta quarta-feira que a República Islâmica vai proteger as suas "capacidades nuclear e balística" como um ativo nacional e defendeu que os norte-americanos não têm lugar no Golfo Pérsico.
Mojtaba KhameneiTV estatal iraniana via AP
Numa declaração escrita lida por um apresentador da televisão estatal - como tem acontecido desde que assumiu funções como líder supremo do Irão -, o aiatola Mojtaba Khamenei procurou traçar uma linha firme numa altura em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta alcançar um acordo mais abrangente para consolidar o frágil cessar-fogo em vigor na guerra.
Na declaração, Mojtaba Khamenei, filho do anterior aiatola Ali Khamenei, morto aos 86 anos num ataque dos Estados Unidos a 28 de fevereiro, adotou um tom desafiante, insistindo que o único lugar para os norte-americanos no Golfo Pérsico é "no fundo das suas águas" e que está a ser escrito "um novo capítulo" na história da região.
As declarações surgem, contudo, numa altura em que a indústria petrolífera iraniana começa a ser pressionada por um bloqueio da Marinha dos Estados Unidos, que impede os seus navios petroleiros de saírem para o mar.
Ao mesmo tempo, o barril de referência Brent para entrega em junho chegou hoje a atingir os 126 dólares (107,58 euros) nas transações, enquanto o Irão mantém o controlo do estreito de Ormuz, a entrada do Golfo Pérsico por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo bruto e gás natural comercializados.
Esta situação está a aumentar a pressão sobre a economia mundial, numa altura em que Trump pondera a resposta a dar.
"Com a ajuda e o poder de Deus, o futuro brilhante da região do Golfo Pérsico será um futuro sem a América, ao serviço do progresso, conforto e prosperidade dos seus povos", afirmou Khamenei na declaração, lida como todas as outras desde que terá ficado ferido no ataque de 28 de fevereiro.
"Nós e os nossos vizinhos do outro lado das águas do Golfo Pérsico e do [Golfo] de Omã partilhamos um destino comum. Os estrangeiros que vêm de milhares de quilómetros de distância para agir com ganância e malícia não têm lugar aqui, exceto no fundo das suas águas", insistiu.
Para poder adicionar esta notícia aos seus favoritos deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.
Para poder votar newste inquérito deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site da Sábado, efectue o seu registo gratuito.