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Israel alerta comunidades no estrangeiro para possíveis ataques como o de Sydney

Lusa 15 de dezembro de 2025 às 09:56
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As autoridades israelitas recomendam que se evite grandes ajuntamentos que não tenham as devidas medidas de segurança, incluindo serviços religiosos em sinagogas.

O gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, avisou esta segunda-feira cidadãos emigrados e comunidades judaicas no estrangeiro para possíveis novos ataques como o de domingo, na Austrália, que provocou 15 mortos e 29 feridos.

Israel alerta comunidades no estrangeiro para possíveis ataques como o de Sydney
Israel alerta comunidades no estrangeiro para possíveis ataques como o de Sydney Yair Sagi/ AP

Duas pessoas dispararam contra uma multidão que festejava o ‘Hanukkah’ (celebrações hebraicas que duram oito dias e comemoram a recuperação de Jerusalém), na praia Bondi, junto a Sydney, tendo a polícia australiana classificado o sucedido como “ato terrorista” contra a comunidade judaica.

"Incidentes passados justificam as preocupações com possíveis ataques similares por simpatizantes terroristas que podem querer imitar o que aconteceu", lê-se em comunicado oficial.

As autoridades israelitas recomendam que se evite grandes ajuntamentos que não tenham as devidas medidas de segurança, incluindo serviços religiosos em sinagogas.

O governo de Netanyahu pediu também para que os cidadãos estarem atentos, sobretudo perto de locais de culto ou simbólicos e a denunciarem imediatamente quaisquer comportamentos ou objetos que considerem suspeitos à polícia.

"Sabemos que haverá mais ataques. O lugar mais seguro para o povo judeu no mundo é onde o Governo, os militares e as forças de segurança os defendem. Ou seja, no Estado de Israel", disse o chefe do executivo israelita, numa celebração do ‘Hanukkah’, na Academia de Polícia de Israel, domingo.

Após o ataque na australiana Bondi Beach, que causou 15 mortos além de um dos atiradores, o rabino-chefe da Rússia, Berel Lazar, anunciou o cancelamento das celebrações das festividades em Moscovo, pela primeira vez desde 1991, ano da “queda” da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

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