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Irão rejeita resolução adotada pela ONU sobre Gaza

Lusa 19 de novembro de 2025 às 09:25
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A diplomacia iraniana considerou que a resolução viola “especialmente o direito à autodeterminação e ao estabelecimento de um Estado palestiniano independente com Jerusalém oriental como capital”.

O Irão declarou que a resolução adotada pelo Conselho de Segurança da ONU sobre Gaza priva o povo palestiniano dos seus direitos fundamentais ao estabelecer um sistema de tutela internacional, divulgou esta quarta-feira a imprensa internacional.

Resolução da ONU sobre Gaza rejeitada pelo Irão, face a destruição
Resolução da ONU sobre Gaza rejeitada pelo Irão, face a destruição AP Photo/Jehad Alshrafi

“Muitas das disposições desta resolução são contrárias aos direitos legítimos do povo palestiniano e, ao impor uma espécie de sistema de tutela na Faixa de Gaza, priva o povo palestiniano dos seus direitos fundamentais”, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano num comunicado divulgado na noite de terça-feira, citado hoje pela agência de notícias EFE.

A diplomacia iraniana considerou que a resolução viola “especialmente o direito à autodeterminação e ao estabelecimento de um Estado palestiniano independente com Jerusalém oriental como capital”.

O Irão manifestou o seu apoio a “ações internacionais ou regionais que coloquem um fim ao genocídio e aos crimes do regime sionista” na Palestina, mas rejeitou iniciativas que “legitimem a ocupação da Faixa de Gaza” por Israel.

A resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU, baseada no acordo de 20 pontos elaborado pelo Governo do Presidente norte-americano, Donald Trump, foi adotada na segunda-feira com 13 votos a favor e abstenções da China e da Rússia.

A resolução determinou a criação de uma Força Internacional de Segurança (FIS) até dezembro de 2027 e a sua missão será garantir a segurança das fronteiras de Gaza com Israel e com o Egito, proteger civis e corredores humanitários e treinar uma nova força policial palestiniana.

Há dois dias, o grupo islâmico Hamas rejeitou a resolução, afirmando que esta "não aborda os direitos ou as exigências dos palestinianos, favorece a ocupação israelita e procura impor uma tutela internacional ao enclave, o que os palestinianos e as fações da resistência não aceitam".

O Irão é um dos principais aliados do Hamas, que faz parte do chamado eixo da resistência, a aliança informal anti-Israel liderada por Teerão e que inclui também o grupo xiita libanês Hezbollah e os rebeldes Huthis do Iémen.

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