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Ex-príncipe André estava a subalugar três casas de campo do Royal Lodge

Uma investigação da National Audit Office (NAO) mostra que Andrew Mountbatten-Windsor recebeu receitas de imóveis subarrendados em Royal Lodge e que o rei Carlos III suporta as rendas de familiares que não desempenham funções oficiais.

Um  do órgão de fiscalização das despesas públicas do Reino Unido, o National Audit Office (NAO), revelou esta sexta-feira que o ex-príncipe André recebeu um montante de rendimentos provenientes do arrendamento de três casas de campo na propriedade de Royal Lodge. Além disso, sabe-se que o contrato previa uma renda simbólica para a residência principal, onde André vivia.

AP Photo/Kirsty Wigglesworth

Recorde-se que o ex-principe foi destituído dos títulos reais, em 2025, após terem sido reveladas as suas ligações ao criminoso sexual Jeffrey Epstein. No início do ano, André deixou o Royal Lodge e mudou-se para Sandringham, em Norfolk. 

O irmão do rei Carlos III investiu 7,5 milhões de libras (8,7 milhões de euros) em remodelações quando arrendou o Royal Lodge, o que lhe garantiu o contrato de arrendamento de 75 anos com uma renda ajustada. Fontes dizem ao The Guardian que o subaluguer do ex-príncipe cobria os custos de manutenção e os pagamentos a funcionários, mas a auditoria não divulga os valores do arrendamento.

Citado pela , um porta-voz do Palácio de Buckingham afirmou que o relatório estava "em consonância com o compromisso da Casa Real com a transparência". Por outro lado, Norman Baker, antigo ministro do Interior, afirmou que era "escandaloso subsidiar alojamentos de luxo" e que o público estava a "ser enganado".

A primeira investigação às casas reais em cerca de 20 anos também revela que é o rei Carlos III que paga as rendas "ajustadas" das residências das princesas Princess Beatrice e Princess Eugenie, filhas de Andrew Mountbatten-Windsor, dentro de palácios reais, apesar de não serem membros ativos da família real. A renda do apartamento de Beatrice no Palácio de St James's corresponde a 68 % do valor de mercado, e a casa de Eugenie no Palácio de Kensington corresponde a 64 %. É também o rei da Inglaterra que paga a renda do apartamento do príncipe e da princesa Michael de Kent no Palácio de Kensington.

A residência Forest Lodge, do Príncipe e da Princesa de Gales, em Windsor, foi alvo de obras de reparação no valor de 400 mil libras (cerca de 463 mil euros), realizadas pela Crown Estate [empresa pública e corporação estatutária britânica], antes do casal se mudar para lá com os três filhos em 2025, diz o relatório. 

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