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EUA falam em decisão "lamentável" da Rússia em reduzir diplomatas

31 de julho de 2017 às 09:41
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"Estamos a avaliar o impacto deste tipo de limitação e a forma como vamos responder", indicou Departamento de Estado

Os Estados Unidos consideraram "lamentável" a decisão de Moscovo de reduzir em 755 pessoas o corpo diplomático norte-americano na Rússia e advertiram que estão a pensar numa resposta adequada.

"É uma decisão lamentável e injustificada. Estamos a avaliar o impacto deste tipo de limitação e a forma como vamos responder", indicou num comunicado, divulgado no domingo, o departamento de Estado norte-americano.

O Presidente da Rússia anunciou, no domingo, que 755 diplomatas norte-americanos devem sair da Rússia, a partir de 1 de Setembro, reduzindo para menos de metade o efectivo, e advertiu que mudanças positivas na relação com Washington "não estão para breve".

O número de funcionários norte-americanos nas embaixadas e consulados dos Estados Unidos na Rússia ficará reduzido a 455, igualando assim o número de funcionários russos que trabalham nos EUA.

Moscovo responde assim às novas sanções aprovadas esta semana pelo Congresso norte-americano.

"Temos muito a dizer e fazer em muitos âmbitos da cooperação bilateral [com medidas] que prejudicariam os Estados Unidos. Mas não creio que devamos fazê-lo. No dia de hoje, estou contra", advertiu Vladimir Putin, numa entrevista difundida pela cadeia pública russa Rossia 24.

A Casa Branca anunciou já que o Presidente norte-americano, Donald Trump, vai assinar o novo pacote de sanções contra a Rússia, que entre outras medidas, ameaça castigar as empresas de países terceiros que invistam na construção ou manutenção das infraestruturas russas para o transporte de hidrocarbonetos.

Caso seja aplicada, esta medida prejudicaria várias empresas da UE, que participam, inclusivamente com capital accionista, em vários gasodutos que unem a Rússia aos países europeus.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, advertiu que a UE responderá aos EUA caso a nova lei contra a Rússia afecte os seus interesses.