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Passou um ano desde o regresso de Trump à Casa Branca: 365 dias que mudaram o mundo
Em apenas um ano o presidente norte-americano ameaçou meio-mundo, bombardeou um país e capturou o presidente de outro.
Esta terça-feira, 20 de janeiro, marca um ano do regresso de Donald Trump à Casa Branca e esse ano foi suficiente para alterar a forma como os Estados Unidos se relacionam com o resto do mundo.
AP Photo/Mark Schiefelbein, File
Política nacional agressiva com ataque aos imigrantes e às liberdades individuais
O mais recente relatório da Amnistia Internacional - “Ringing the Alarm Bells: Rising Authoritarian Practices and Erosion of Human Rights in the United States” ("Soando os alarmes: aumento das práticas autoritárias e erosão dos direitos humanos nos EUA" em tradução livre) - alerta para a escalada das práticas autoritárias da administração Trump com o “encerramento do espaço cívico e o enfraquecimento do Estado de direito”. A Amnistia acusa o republicano de “abalar pilares de uma sociedade livre, incluindo ataques à liberdade de imprensa e ao acesso à informação, à liberdade de expressão e de reunião pacífica, às organizações da sociedade civil e às universidades, aos opositores políticos e críticos, aos juízes, advogados e ao sistema jurídico”. “Ao mesmo tempo, a intimidação da imprensa torna mais difícil expor as violações e abusos dos direitos humanos; a retaliação contra os protestos faz com que as pessoas tenham medo de falar”, refere o relatório. Trump prometeu, ainda em campanha, levar a cabo a maior deportação em massa da história do país - plano que começou a ser concretizado logo nos primeiros dias do mandato. Segundo os dados oficiais, em dezembro do ano passado, já tinham saído do país mais de 2,5 milhões de pessoas, o Departamento de Segurança Interna fez mais de 605 mil deportações e avançou que outros 1,9 milhões de imigrantes ilegais saíram do país voluntariamente. Além disso, o número de detidos pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, sigla em inglês) atingiu um novo recorde este mês, ultrapassando os 70 mil pela primeira vez nos 23 anos de história da agência, de acordo com dados internos do DHS obtidos pela rede CBS News. O relatório da Amnistia Internacional também documenta ataques aos direitos dos refugiados e migrantes e o retrocesso nas proteções contra a discriminação, assim como a utilização das forças armadas para fins domésticos e a expansão da vigilância sem supervisão significativa. A nível económico este ano ficou marcado pela enorme pressão, exercida por Trump, para uma redução drástica das taxas de juros, entrando em confronto direto com o presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, que se recusa a ceder. Este ano é especialmente importante para o tempo de Trump na Casa Branca, uma vez que em novembro se realizam as eleições intercalares. O republicano está atualmente a tentar alterar algumas das regras que regem as intercalares de forma a beneficiar os republicanos.Uma política internacional imprevisível
O relatório da Amnistia Internacional acusa Trump de “minar os sistemas internacionais destinados a proteger os direitos”, facto é que o líder norte-americano tem alterado o panorama internacional ao escolher parceiros que não seriam os mais previsíveis e deixando os aliados tradicionais para trás. Trump retirou o país da Organização Mundial da Saúde e do Conselho de Direitos Humanos logo após tomar posse, além de anunciar o encerramento das atividades da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). Já no arranque de 2026, anunciou a saída de 66 organizações internacionais, 31 delas ligadas às Nações Unidas - organização à qual também cortou financiamento. Vários são os exemplos de como Trump “incomodou” os seus vizinhos durante este ano, começou por rebatizar o Golfo do México como "Golfo da América", prometeu assumir o controlo do Canal do Panamá e admitiu a possibilidade de recorrer à força militar para assumir o controlo da Gronelândia e do Canadá.Guerra na Ucrânia e em Gaza sem resolução
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