Presidente dos EUA diz que Kiev não "mostrou gratidão" pelos seus esforços para acabar com a guerra e lamenta que a Europa continue a "comprar petróleo à Rússia".
O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou este domingo (23) a Ucrânia de ingratidão pelos seus esforços. As declarações foram feitas através da rede social Truth Social e surgiram no mesmo dia em que as delegações ucranianas, norte-americanas e europeias se reuniram em Genebra, Suíça, para discutir o novo plano de paz.
Trump acusa Ucrânia de ingratidão após plano de paz discutido na SuíçaAP
"Herdei uma guerra que nunca deveria ter acontecido, uma guerra em que todos perdem, em especial os milhões que morreram de forma desnecessária. A 'liderança' ucraniana não mostrou gratidão pelos nossos esforços e a Europa continua a comprar petróleo à Rússia", escreveu o chefe de Estado norte-americano.
Face a este momento tenso, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse estar grato pelo apoio quer dos EUA quer da Europa. "A Ucrânia é grata aos Estados Unidos, a cada americano e, pessoalmente, ao presidente Trump, pela assistência que – a começar pelos mísseis Javelin – tem salvado vidas ucranianas", escreveu na rede social X.
The crux of the entire diplomatic situation is that it was Russia, and only Russia, that started this war, and it is Russia, and only Russia, that has been refusing to end it throughout the full-scale invasion. From the very first minutes of February 24, Putin has been waging…
— Volodymyr Zelenskyy / ????????? ?????????? (@ZelenskyyUa) November 23, 2025
Zelensky não anunciou, contudo, qual a sua posição relativa a este plano de paz - que deixa a Ucrânia entre a espada e a parede. O presidente ucraniano referiu apenas que a delegação está a trabalhar "em cada ponto [do plano de paz e] em cada passo rumo à paz".
Entre as várias reivindicações, o plano exige que a Ucrânia ceda territórios e limite o seu exército em troca de garantias de segurança. Kiev entretanto já considerou que tem em mãos uma questão difícil, uma vez que o país terá de escolher entre os seus territórios e o apoio dos EUA.
Apesar de Zelensky ainda não ter proferido uma decisão, não lhe resta muito tempo. Donald Trump deu até à próxima quinta-feira, 27 de novembro, para o chefe de Estado dar o seu aval final.
A questão está agora a preocupar os ucranianos, nomeadamente os soldados que durante quatro anos lutaram pelo seu país, uma vez que baixar as armas poderia significar um retrocesso. Além disso, existem preocupações relativamente ao facto de o plano de paz ter sido, alegadamente, escrito em russo.
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