O governo da ilha já solicitou uma reunião “urgente” para discutir “as reivindicações dos Estados Unidos” sobre o país.
Um dia depois das forças norte-americanas terem invadido a Venezuela e capturado o seu líder Nicolás Maduro, o presidente dos Estados-Unidos, Donald Trump, a bordo do Air Force One, lançou farpas a outros países que podem vir a ser próximos alvos.
EUA ponderam a compra da Gronelândia e não descartam usar as forças armadasAP
Além de mencionar a Colômbia e Cuba, o presidente afirmou que os EUA precisavam da Gronelândia “do ponto de vista da segurança nacional”, uma vez que a ilha está rodeada de “navios russos e chineses” e que iriam falar sobre este tema “daqui a 20 dias”. Podiam ter sido dois dias.
Segundo o jornal norte-americano The New York Times, esta terça-feira o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, contou a legisladores que o presidente estava a planear comprar a Gronelândia em vez de a invadir. Trump terá ainda pedido aos seus assessores que lhe apresentassem um plano atualizado para a aquisição do território.
Já a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que a administração não descarta a opção de utilizar as forças armadas para realizar a aquisição. “O presidente Trump deixou bem claro que adquirir a Gronelândia é uma prioridade de segurança nacional e utilizar as forças armadas dos EUA é sempre uma opção à sua disposição”, disse, em conferência de imprensa.
As declarações foram feitas horas depois de os líderes europeus, incluindo Portugal, terem emitido uma declaração conjunta de apoio à Dinamarca. “A NATO deixou claro que a região do Ártico é uma prioridade e os Aliados europeus estão a reforçar a sua presença, atividades e investimentos para manter a segurança do Ártico e dissuadir adversários”, diz a nota, reforçando que “o Reino da Dinamarca, incluindo a Gronelândia, faz parte da NATO”.
O governo da Gronelândia já solicitou ao Departamento de Estado dos EUA uma reunião “urgente” com o secretário de Estado norte-americano, a ministra dos Negócios Estrangeiros da Gronelândia, Vivian Motzfeldt e o seu homólogo dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, para discutir “as reivindicações dos EUA” sobre o país.
A fixação de Trump com o território autónomo dinamarquês vem já desde o seu primeiro mandato, mas desde que tomou posse, no início de 2025, que tem vindo a intensificar o interesse com ameaças de aquisição e visitas de oficiais norte-americanos e familiares de Donald Trump à ilha do Ártico.
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