O republicano indicou que tomou a decisão com base no "enorme sucesso militar" obtido pelos EUA na guerra com o Irão e no "grande progresso alcançado rumo a um acordo completo e definitivo".
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira a suspensão da operação dos EUA para escoltar navios através do estreito de Ormuz, em vigor há apenas um dia, numa iniciativa para chegar a um acordo com o Irão.
Donald TrumpFoto AP/Tom Brenner
"O Projeto Liberdade (a operação norte-americana para permitir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz) será suspenso por um curto período para verificar se o acordo pode ser finalizado e assinado", escreveu o Presidente norte-americano na sua rede social, Truth Social.
O republicano indicou que tomou a decisão com base no "pedido do Paquistão e de outros países", no "enorme sucesso militar" obtido pelos EUA na guerra com o Irão e no "grande progresso alcançado rumo a um acordo completo e definitivo com os representantes do Irão".
Trump acrescentou ainda que o bloqueio norte-americano do estreito permanecerá em vigor.
Israel e os Estados Unidos lançaram em 28 de fevereiro ataques contra alvos em todo o Irão, com o anunciado objetivo de atingir o programa nuclear e de mísseis balísticos do Irão e incitando a uma mudança de regime em Teerão.
Teerão respondeu com ataques contra os países vizinhos, tendo como alvos instalações de petróleo e gás e outros alvos civis, e desde o início do conflito que Teerão reivindica controlo do estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica para o comércio mundial de combustíveis fósseis, levando à escalada do preço dos combustíveis nos mercados internacionais.
Em 07 de abril, as duas partes acordaram um cessar-fogo de duas semanas, prolongado desde então.
Enquanto Washington realiza uma operação para retirar do Golfo navios retidos, a Guarda Revolucionária iraniana prometeu hoje uma "resposta firme" aos navios que tentem atravessar o Estreito de Ormuz por qualquer trajeto que não o definido.
Por sua vez, os Estados Unidos ameaçaram hoje retomar "grandes operações de combate" para obrigar o Irão a recuar se este decidisse retaliar contra a sua operação no estreito de Ormuz, após confrontos no mar e de novos ataques atribuídos a Teerão aos Emirados Árabes Unidos.
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