Sábado – Pense por si

Maria Henrique Espada
Maria Henrique Espada
05 de maio de 2026 às 23:00

As notícias da morte do jornalismo foram manifestamente exageradas

Há quem queira confundir, nos tempos que correm, escrutínio com voyeurismo, porque falar de dinheiros de primos, para alguns, é irrazoável. O primo, aliás, os primos, no plural, de José Sócrates, gostarão de saber

Em março de 1943, o The New York Times reportava a intervenção de H. G. Wells numa conferência, em que o escritor previa: “Tenho a profunda convicção de que o jornal está tão morto como um carneiro e que nunca regressará.” Na sua visão do futuro – o nosso presente –, imaginava um mundo em que o telefone ou a rádio teriam substituído o jornalismo. Achava que se estava já então a entrar “numa época de panfletos, e estes panfletos vão fazer o trabalho em que os jornais falharam, ou seja, ventilar ideias e fornecer material para discussão”.

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