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Liga contra o cancro saúda alargamento da vacina HPV aos 26 anos e pede extensão a mais idades

Lusa 08:43
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Direção-Geral da Saúde (DGS) atualizou no passado dia 8 de abril a norma referente à estratégia de vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV) no Programa Nacional de Vacinação.

A Liga Portuguesa Contra o Cancro classifica o alargamento da vacinação contra o HPV até aos 26 anos como um avanço significativo na prevenção do cancro, mas defende a extensão a outras faixas etárias e a grupos vulneráveis.

Vacina contra o HPV será alargada até aos 26 anos
Vacina contra o HPV será alargada até aos 26 anos Luís Guerreiro/Cofina Media

A Direção-Geral da Saúde (DGS) atualizou no passado dia 8 de abril a norma referente à estratégia de vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV) no Programa Nacional de Vacinação, alargando a imunização até aos 26 anos.

A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) saúda, em comunicado, esta medida, afirmando que representa "um avanço significativo" nas estratégias de prevenção primária do cancro, alinhado com os objetivos nacionais e internacionais de controlo e eliminação das doenças associadas ao HPV.

Segundo dados divulgados pela Liga, o HPV é responsável por cerca de 100% dos cancros do colo do útero, 99% dos condilomas genitais, 84% dos cancros do ânus e percentagens significativas de cancros da orofaringe, vagina, vulva e pénis, totalizando 5% dos cancros no geral e 10% dos cancros na mulher.

O presidente da LPCC, Vítor Veloso, afirma que esta decisão do Ministério da Saúde e da DGS, "baseada em evidência científica sólida, é um passo extremamente relevante" para se conseguir proteger mais pessoas numa fase decisiva da vida.

Mas, apesar deste "passo gigante", que "trará benefícios incalculáveis para a prevenção do cancro", Vítor Veloso defende que ainda há um caminho a percorrer pela eliminação dos cancros causados pelo HPV em Portugal.

"É fundamental continuar a refletir sobre as estratégias que permitam alargar a vacinação a outras faixas etárias, como entre os 30 e os 50 anos, mas também aos grupos da população particularmente vulneráveis", defende o presidente da LPCC.

Vítor Veloso reforça que a eliminação dos cancros associados ao HPV exige "uma abordagem continuada e abrangente ao longo do ciclo de vida".

"A nossa missão continua e exige um esforço contínuo de sensibilização, elevada adesão à vacinação e a manutenção dos programas de rastreio para que possamos, de facto, erradicar esta doença", realça.

A LPCC afirma que, desde a introdução da vacina em Portugal, tem sido "uma voz ativa e pioneira" na consciencialização e defesa do alargamento do Programa Nacional de Vacinação, defendendo que "o acesso generalizado à vacina é essencial para proteger a saúde de mais gerações e para concretizar o ambicioso objetivo da eliminação dos cancros relacionados com o HPV".

Para a Liga, a vacinação contra o HPV deve ser encarada como parte de uma visão integrada da prevenção do cancro, que inclua, não apenas uma elevada cobertura vacinal, mas também a continuidade e adesão aos programas de rastreio e o reforço da literacia em saúde junto da população.

"Só através da articulação destas dimensões será possível maximizar o impacto das estratégias preventivas, reduzir desigualdades no acesso e assegurar ganhos sustentados em saúde ao longo da vida", salienta.

O HPV é um vírus comum, transmitido por contacto sexual -- genital ou oral -- com o qual 75 a 80% das pessoas têm contacto em alguma altura das suas vidas.

Embora muitas vezes eliminado naturalmente pelo organismo, pode persistir e levar ao desenvolvimento de doenças como verrugas genitais e diversos cancros.

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